Orientações do Ministério da Saúde e da IOF explicam o que pode enfraquecer os ossos e como reduzir o risco de fraturas.
A osteoporose reduz gradualmente a massa dos ossos e aumenta a possibilidade de fraturas, especialmente após quedas. Em reportagem publicada em 17 de outubro, o g1 reuniu orientações do Ministério da Saúde e da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF) sobre os fatores associados à doença e as medidas que ajudam a proteger a saúde óssea.
O risco não depende de uma única causa. Histórico familiar e mudanças hormonais têm influência, mas hábitos como alimentação, atividade física, tabagismo e consumo de álcool também entram nessa avaliação, segundo as entidades. Doenças e tratamentos médicos podem afetar os ossos.
Histórico familiar e alterações hormonais
Segundo a IOF, ter pai ou mãe que sofreu fratura de quadril está associado a maior risco de osteoporose e de fraturas. Um histórico importante da doença na família também merece atenção. Entre as mulheres, a queda na produção de estrogênio após a menopausa acelera a perda óssea; quando a menopausa ocorre antes dos 45 anos, esse risco é maior.
Idade, peso e duração de tratamentos aparecem entre os fatores de atenção apontados pela IOF.
- 45 anosMenopausa precoceAntes dessa idade, há maior risco
- 19 kg/m²Baixo pesoIMC inferior a esse índice
- 12 mesesAusência de menstruaçãoFora das situações indicadas pela IOF
- três mesesUso de corticoidesUso consecutivo por mais tempo
A interrupção da menstruação por 12 meses ou mais, fora de situações como gravidez, menopausa ou retirada do útero, pode indicar baixa produção de estrogênio. A retirada dos ovários antes dos 45 anos, sem reposição hormonal, também figura entre os fatores de risco citados pela IOF. Nos homens, níveis reduzidos de testosterona podem contribuir para o desenvolvimento da doença.
Peso, alimentação e quedas
A IOF associa o índice de massa corporal inferior a 19 kg/m² a maior risco. Pouca atividade física favorece a perda de massa óssea e muscular, enquanto exercícios de sustentação de peso e fortalecimento ajudam a preservá-las. Quedas recorrentes aumentam a chance de fraturas: a entidade destaca o risco para quem caiu mais de uma vez no último ano.
A ingestão insuficiente de cálcio também pode prejudicar os ossos. A vitamina D participa da absorção desse mineral, e a exposição insuficiente ao sol pode comprometer sua produção, de acordo com o material reunido pelo g1. A IOF inclui o tabagismo e o consumo excessivo de álcool entre os hábitos associados ao risco; o álcool aumenta a possibilidade de quedas.
Doenças e tratamentos associados
Algumas condições de saúde exigem atenção à saúde óssea, conforme a IOF:
- Artrite reumatoide e diabetes dos tipos 1 e 2;
- Hipertireoidismo e hiperparatireoidismo;
- Doenças digestivas que dificultam a absorção de nutrientes, como doença de Crohn, colite ulcerativa e doença celíaca.
O uso de corticoides por mais de três meses consecutivos pode levar à perda óssea, segundo a fundação. Ela aponta que essa redução tende a ser mais rápida nos primeiros três a seis meses de tratamento. Terapias para câncer de mama e de próstata que interferem na ação dos hormônios, assim como outros tratamentos oncológicos citados pela entidade, também podem afetar os ossos.
Medidas de prevenção e avaliação
O Ministério da Saúde recomenda alimentação com fontes de cálcio, exercícios regulares, evitar o cigarro e limitar o álcool. Leite, iogurte e queijo são fontes do mineral; o órgão cita verduras de folhas escuras, como brócolis, espinafre e couve. Para quem não consome laticínios por intolerância ou alergia, a IOF orienta a busca de outras fontes de cálcio.
A prevenção de quedas também integra as medidas destacadas pela IOF para reduzir o risco de fraturas. O Ministério da Saúde recomenda que mulheres após a menopausa procurem avaliação médica e orienta a realização de densitometria óssea a partir dos 45 anos.
Com informações de g1.

