Em sabatina, candidato falou em vender imóveis públicos e obter recursos com a margem equatorial.
O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, disse em sabatina à TV Globo, na noite de sexta-feira (16), que apoia o fim da escala de trabalho 6×1. Ele também apresentou propostas para reduzir a dívida da União, entre elas a venda de imóveis públicos abandonados e a exploração da margem equatorial.
Segundo a Agência Brasil, a entrevista durou pouco mais de 40 minutos. Ao falar das medidas econômicas, o candidato não detalhou como as receitas seriam obtidas nem em que prazo entrariam nas contas públicas.
Posição sobre a escala 6×1
Flávio, que é senador, vinha se manifestando contra o fim da escala 6×1, mas votou a favor da proposta aprovada no Senado nesta semana. Na entrevista, afirmou que mudou de posição após ouvir trabalhadores em diferentes partes do país. Também disse defender que cada trabalhador possa escolher sua escala de trabalho.
Questionado sobre os efeitos da mudança, o candidato afirmou que manteria as leis trabalhistas. Ele não apresentou, na sabatina, uma proposta detalhada para essa escolha da escala.
Planos para a dívida e a estrutura do governo
Flávio defendeu um corte de mais de R$ 200 bilhões na dívida da União e disse que poderia alcançar esse valor com a venda de imóveis públicos abandonados. Também afirmou que a exploração da margem equatorial poderia render R$ 100 bilhões inicialmente. A Agência Brasil observou que, de acordo com a Petrobras, a exploração não começará antes de 2033.
Propostas do candidato e prazo informado pela Petrobras, segundo a Agência Brasil.
- mais de R$ 200 bilhõesCorte na dívidaProposta apresentada pelo candidato
- R$ 100 bilhõesMargem equatorialReceita inicial alegada pelo candidato
- 2033Início da exploraçãoNão ocorrerá antes, segundo a Petrobras
- ao menos dezMinistérios a extinguirProposta apresentada pelo candidato
O candidato disse ainda que extinguiria ao menos dez ministérios caso fosse eleito. Na entrevista, não especificou quais pastas seriam encerradas.
Com informações de Agência Brasil.
Foto de capa: Agência Senado/Wikimedia Commons (Attribution)

