Novas regras preveem dois dias de descanso remunerado por semana e redução gradual das horas de trabalho, sem corte salarial.
O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, elogiou em 21 de outubro de 2026 o fim da escala 6×1 no Brasil. Em publicação nas redes sociais, ele atribuiu a mudança à mobilização dos trabalhadores brasileiros e defendeu mais tempo de descanso como forma de melhorar a qualidade de vida.
A manifestação veio após o Congresso promulgar a emenda constitucional que estabelece dois dias de descanso remunerado por semana e reduz gradualmente o limite de horas trabalhadas, sem diminuição salarial. Mamdani também mencionou uma conversa que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Nova York, em 21 de setembro de 2026.
A escala 6×1 foi aprovada?
Sim. Segundo o texto promulgado pelo Congresso, as novas regras substituem a escala 6×1, na qual se trabalha por seis dias e se descansa por um. A mudança ainda não estava em vigor em 21 de outubro de 2026: sua aplicação começa em dezembro.
A emenda promulgada prevê duas etapas de redução, sem corte salarial.
De acordo com a notícia publicada pelo g1, a redução das horas de trabalho será feita em duas etapas e deverá beneficiar 14,8 milhões de trabalhadores. A emenda também determina que não haja corte de salários por causa da redução.
Quando o fim da escala 6×1 começa a valer?
As mudanças começam em 16 de dezembro de 2026, quando o limite passa de 44 para 42 horas por semana e os trabalhadores abrangidos pelas novas regras passam a ter dois dias de descanso remunerado. Em 16 de dezembro de 2027, o limite cai para 40 horas semanais.
| Etapa | Limite semanal |
|---|---|
| Antes da mudança | 44 horas |
| A partir de 16 de dezembro de 2026 | 42 horas |
| A partir de 16 de dezembro de 2027 | 40 horas |
O que muda para quem trabalha na escala 6×1?
A alteração central é a passagem de um para dois dias de descanso remunerado por semana, acompanhada da redução do teto de horas trabalhadas. O limite semanal diminui primeiro para 42 horas e, um ano depois, para 40 horas, conforme as datas previstas no texto promulgado pelo Congresso.
As regras divulgadas também garantem que essa redução não provoque diminuição salarial. A fonte não detalha como os empregadores deverão distribuir as horas de trabalho entre os dias da semana, nem informa quais dias serão destinados ao descanso.
Como funcionava a escala 6×1?
Na escala 6×1, o trabalhador cumpria seis dias de trabalho para ter um dia de descanso. O fim desse modelo, conforme a emenda promulgada, garante dois dias de descanso remunerado a cada semana.
A escala trata da distribuição dos dias de trabalho e folga, enquanto o limite semanal define quantas horas podem ser trabalhadas nesse período. Por isso, o texto aprovado altera tanto a quantidade de dias de descanso quanto o total máximo de horas semanais.
De onde veio o limite de 44 horas semanais?
O teto de 44 horas por semana foi estabelecido pela Constituição de 1988, segundo o material de referência sobre o histórico do trabalho no Brasil. Antes disso, a legislação brasileira já havia instituído o descanso semanal remunerado, em 1949.
A discussão sobre a duração do trabalho é mais antiga: ganhou força internacional a partir do século XIX, quando trabalhadores passaram a reivindicar limites para as horas dedicadas ao emprego. No Brasil, a nova emenda reduz em etapas o teto semanal fixado pela Constituição de 1988.
Foto de capa: Dmitryshein/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

