Bolsa Família, maioridade penal, escala 6×1 e imposto sobre compras internacionais estão entre os temas em que os candidatos adotaram novas posições.
Na reta final das eleições 2026, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao segundo turno com posições diferentes das que defenderam anteriormente sobre programas sociais, segurança pública, trabalho e impostos. As mudanças aparecem em declarações, decisões do governo e propostas apresentadas ao longo da campanha, segundo levantamento do g1 publicado em 21 de outubro de 2026.
Flávio passou a defender o Bolsa Família e o fim da escala 6×1. Lula, por sua vez, passou a apoiar a redução da maioridade penal em casos de crimes hediondos e o fim da cobrança federal sobre compras internacionais de até US$ 50. A votação do segundo turno está marcada para 25 de outubro de 2026.
O que Flávio Bolsonaro diz sobre o Bolsa Família
Flávio Bolsonaro afirma que manterá o Bolsa Família se for eleito, embora tenha criticado o programa em publicações feitas entre 2011 e 2013. Segundo o g1, os textos, posteriormente apagados do X, associavam o benefício ao apoio eleitoral ao PT e à dependência das famílias atendidas.
Na campanha de 2026, o senador passou a defender a continuidade do pagamento. Sua equipe econômica também apresentou uma proposta para ampliar a regra de transição: beneficiários poderiam continuar recebendo parte do auxílio por até dois anos após conseguir emprego formal ou abrir um negócio. Trata-se de uma proposta de campanha, não de uma mudança já aplicada ao programa.
Lula defende reduzir a maioridade penal?
Lula passou a defender a responsabilização criminal a partir dos 16 anos apenas em casos de crimes hediondos. A maioridade penal em vigor é de 18 anos, e a posição anunciada pelo presidente não inclui os demais delitos cometidos por adolescentes.
O presidente havia se manifestado contra a redução da maioridade penal em 2007 e voltou a criticá-la em 2015. Na sabatina do Jornal Nacional de 15 de outubro de 2026, defendeu a mudança para crimes hediondos. Em entrevista ao SBT em 19 de outubro, reconheceu que havia mudado de opinião, de acordo com o g1.
Flávio Bolsonaro apoia o fim da escala 6×1?
Flávio Bolsonaro passou a apoiar a proposta de acabar com a escala 6×1, modelo em que o trabalhador tem seis dias de expediente e um de descanso. Antes, defendia que sua proposta alternativa fosse votada primeiro, com maior flexibilidade nos contratos e possibilidade de pagamento por hora trabalhada.
Em agosto de 2026, o senador evitou dizer se votaria a favor do projeto defendido pelo governo Lula. Em outubro, decidiu apoiar a proposta de fim da escala e, no debate da Band de 18 de outubro, reconheceu a mudança de posição. Segundo seu relato citado pelo g1, a decisão veio após ouvir trabalhadores durante a campanha.
O que mudou na taxa das blusinhas
O governo Lula passou a defender o fim do imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido como taxa das blusinhas. Em 2023, o governo defendia a tributação de importados para proteger o comércio e a indústria nacionais; em 2024, sancionou a legislação que criou a cobrança federal de 20% nessa faixa de valor.
Números citados nas posições dos candidatos, segundo o g1.
- 18 anosMaioridade atualRegra em vigor
- US$ 50Compras internacionaisFaixa da cobrança federal citada
- 20%Imposto criado em 2024Cobrança federal nessa faixa
- dois anosTransição propostaProposta de Flávio para o Bolsa Família
Em abril de 2026, Lula afirmou considerar a cobrança desnecessária. No dia 12 de maio, editou uma medida provisória para zerar o imposto federal sobre essas compras, segundo o g1. A medida trata da cobrança federal mencionada na fonte; não há, no material, informações suficientes para descrever outros tributos incidentes sobre as compras.
Quando é o segundo turno das eleições 2026 e como funciona
O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro de 2026. O primeiro turno ocorreu em 4 de outubro; como nenhum candidato obteve mais da metade dos votos válidos, os dois mais votados disputam a votação final, conforme as regras eleitorais descritas no material de referência.
A disputa escolhe presidente e vice-presidente em uma mesma chapa. Segundo o material de referência, os eleitos tomarão posse em 5 de janeiro de 2027 para um mandato de quatro anos. O material não informa o horário de votação.
Foto de capa: Agência Senado/Wikimedia Commons (Attribution)

