Atriz descobriu uma alteração genética associada ao risco de câncer após investigar casos da doença na família.
A atriz Isabel Teixeira retirou preventivamente as mamas após receber o diagnóstico da síndrome de Li-Fraumeni, condição hereditária associada a um risco maior de desenvolver diferentes tipos de câncer. Ela não tinha câncer quando decidiu fazer a cirurgia, segundo reportagem do g1 publicada em 21 de outubro de 2026.
A investigação começou por causa dos casos da doença na família: a mãe da atriz morreu de câncer em 2006, e a avó havia morrido pela mesma causa um ano antes. Depois do diagnóstico, Isabel também descobriu que a filha herdou a alteração genética. Entre seus filhos, apenas ela a recebeu, de acordo com a reportagem.
O que é a síndrome de Li-Fraumeni
A síndrome de Li-Fraumeni é uma predisposição hereditária ao desenvolvimento de câncer em diferentes órgãos. Segundo o g1, ela está associada a uma alteração no gene TP53, que participa da proteção das células contra falhas capazes de favorecer o surgimento de tumores.
Ter a síndrome não significa já estar com câncer nem determina que a doença aparecerá no futuro. O diagnóstico permite reconhecer um risco aumentado e manter acompanhamento para identificar eventuais tumores mais cedo, conforme os especialistas ouvidos pelo g1.
Como identificar a síndrome de Li-Fraumeni
A presença de vários casos de câncer na família pode motivar uma investigação de predisposição hereditária. Foi o histórico da mãe e da avó que levou Isabel Teixeira a buscar essa avaliação, segundo o g1.
O material não informa qual exame foi usado no diagnóstico da atriz nem estabelece um critério único para identificar a síndrome. A referência sobre a condição descreve diferentes classificações baseadas nos tipos de tumor, na idade em que surgem e na ocorrência de câncer entre parentes. Por isso, o histórico familiar relatado por Isabel é um sinal que levou à investigação, não uma confirmação da síndrome por si só.
Quais tipos de câncer estão associados à síndrome
A síndrome de Li-Fraumeni está associada a tumores de diferentes partes do corpo, não apenas ao câncer de mama. A referência sobre a condição cita sarcomas, leucemias, tumores cerebrais e adrenocorticais, além de câncer de osso e de tecidos moles.
A mesma referência menciona câncer de mama antes da menopausa e outros tumores, como os de pulmão e pâncreas e o melanoma. Essa variedade ajuda a explicar por que o acompanhamento descrito pelo g1 busca detectar possíveis tumores, em vez de se concentrar em um único órgão.
Como a síndrome é herdada
A predisposição ligada à síndrome de Li-Fraumeni pode passar de pais para filhos. De acordo com a referência sobre a condição, a herança é autossômica dominante: uma cópia alterada do gene pode ser suficiente para transmitir a predisposição, e homens e mulheres podem herdá-la.
Depois de saber do próprio diagnóstico, Isabel se preocupou com a possibilidade de os filhos terem recebido a alteração. O resultado relatado pelo g1 mostrou que apenas a filha a herdou. Herdar o risco não é o mesmo que herdar um câncer: a condição aumenta a possibilidade de desenvolver a doença, mas não equivale a um diagnóstico de tumor.
Por que Isabel Teixeira retirou as mamas
Isabel optou pela retirada preventiva das mamas para reduzir um dos riscos associados à síndrome, mesmo sem apresentar câncer. A cirurgia foi uma decisão relatada no caso da atriz, não uma medida que o material indique para todas as pessoas com Li-Fraumeni.
Segundo o g1, ela também parou de fumar, deixou de consumir bebidas alcoólicas e passou a praticar atividades físicas regularmente. Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que conhecer a predisposição permite acompanhar a saúde e agir antes do aparecimento de sintomas, caso um tumor seja identificado.
Foto de capa: Syjessys/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

