Diagnóstico do papa Leão XIV chama atenção para o adenocarcinoma, que pode não causar sintomas no início.
O diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar do papa Leão XIV trouxe atenção ao câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram. Em reportagem publicada em 20 de outubro de 2026, o g1 informou que médicos observam um aumento da incidência desse tipo de tumor entre não fumantes e investigam os fatores envolvidos.
Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, cerca de 20% dos casos de adenocarcinoma de pulmão são diagnosticados em pessoas sem histórico de tabagismo. O tumor pode passar despercebido no começo, pois geralmente não provoca sintomas nessa fase. A maioria dos pacientes com câncer de pulmão, porém, ainda tem histórico de tabagismo.
O que é o adenocarcinoma de pulmão
O adenocarcinoma é um dos tipos de câncer de pulmão e representa entre 40% e 50% dos casos da doença, segundo o g1. Também é o tipo mais frequente entre pessoas que nunca fumaram, embora ocorra em pacientes com histórico de tabagismo.
Dados e caso relatados pelo g1 em 20 de outubro de 2026
- cerca de 20%Em não fumantesDos casos de adenocarcinoma
- entre 40% e 50%Entre tumores pulmonaresSão adenocarcinomas
- oito anosSem fumarPeríodo antes do diagnóstico de Gleison
De acordo com o material de referência sobre câncer de pulmão, a doença se caracteriza pelo crescimento descontrolado de células no tecido pulmonar. O tumor pode se espalhar para outras partes do corpo; quando isso acontece, a disseminação é chamada de metástase. O adenocarcinoma é um dos tipos de tumor que começam no próprio pulmão.
Por que não fumantes podem ter câncer de pulmão
Não fumar não elimina o risco de câncer de pulmão. Entre os fatores associados à doença, os especialistas citados pelo g1 apontam a poluição do ar, a predisposição hereditária, a exposição ocupacional a gases tóxicos e o contato com o radônio, gás radioativo natural presente em rochas e no solo.
O material de referência também menciona o asbesto e a exposição à fumaça de outras pessoas entre os fatores relacionados a casos em não fumantes. Esses fatores ajudam a explicar por que a doença pode aparecer sem que a pessoa tenha fumado, mas não estabelecem, por si só, a causa de um diagnóstico individual.
Quais são os sintomas do câncer de pulmão
O adenocarcinoma geralmente não apresenta sintomas nos estágios iniciais, de acordo com o g1. Quando há manifestações, os sinais relatados com mais frequência incluem:
- Tosse persistente, que pode vir acompanhada de sangue;
- Falta de ar;
- Dor no tórax;
- Febre;
- Perda de peso.
Os sintomas também podem estar ligados à disseminação da doença. O g1 relata o caso de Gleison, que sentiu fortes dores de cabeça durante meses. Uma tomografia identificou uma lesão no cérebro, e a investigação encontrou depois o tumor no pulmão que havia causado a metástase.
Como diagnosticar câncer de pulmão
Exames de imagem podem revelar uma alteração no pulmão, mas a confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, conforme o material de referência. A radiografia de tórax e a tomografia computadorizada estão entre os exames capazes de mostrar o tumor. A biópsia pode ser realizada por broncoscopia ou guiada por tomografia.
Em alguns casos, a descoberta ocorre durante a investigação de outro problema. Segundo o g1, um raio-X pedido após uma pneumonia mostrou uma alteração no pulmão do aposentado Paulo e levou a novos exames. No caso do papa Leão XIV, um nódulo foi encontrado em fase inicial durante exames para investigar uma possível inflamação.
Como é o tratamento do câncer de pulmão
O tratamento depende do tipo de tumor, da extensão da doença e das condições gerais do paciente, segundo o material de referência. A cirurgia é uma possibilidade para tumores detectados precocemente; quimioterapia e radioterapia também estão entre os tratamentos usados contra o câncer de pulmão.
No caso do papa, os médicos retiraram cirurgicamente o lobo inferior do pulmão direito, onde estava o tumor, de acordo com o g1. A reportagem também cita a terapia-alvo, direcionada a alterações moleculares do tumor, e a imunoterapia, que estimula a resposta do sistema imunológico. Após não responder à quimioterapia disponível na época, Gleison participou de uma pesquisa clínica e recebeu imunoterapia. Ele e Paulo estão em remissão, sem sinais da doença.
Foto de capa: Ricardo Stuckert/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

