Profissional participou da implantação de emissoras e de núcleos de dramaturgia; velório foi anunciado para este sábado, em São Paulo.
O diretor e produtor Nilton Travesso morreu aos 92 anos na sexta-feira, 6 de novembro. A confirmação foi divulgada pelo SBT, emissora em que trabalhou e ajudou a desenvolver a produção de novelas. Sua carreira começou nos primeiros anos da televisão brasileira e se estendeu por mais de sete décadas.
Segundo o SBT News, a equipe do artista confirmou a morte, decorrente de infecção generalizada. Travesso estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. A informação também foi publicada pela CNN Brasil, com atribuição ao SBT.
Da câmera aos programas que chegaram a diferentes gerações
Na Record, Travesso esteve ligado a atrações como O Fino da Bossa, Família Trapo e Esta Noite se Improvisa. Sua atuação incluiu os festivais de música popular brasileira e o trabalho na chamada Equipe A, formada também por nomes como Manoel Carlos, Raul Duarte e Seu Tuta.
A entrada na televisão ocorreu em 1953, quando participou da seleção para trabalhar como câmera na emissora que estava sendo inaugurada. O percurso posterior reuniu produção, direção de programas e organização de equipes.
Na Globo, sua trajetória passou pelo Fantástico e por projetos como TV Mulher, Som Brasil e Balão Mágico. O conjunto conecta programas musicais, atrações infantis e formatos de variedades, em vez de se limitar a uma única área da programação.
Pantanal e a retomada das novelas no SBT
Em 1987, Travesso foi para a Manchete e trabalhou com Jayme Monjardim na estruturação da teledramaturgia. Esse núcleo produziu Pantanal, novela de Benedito Ruy Barbosa exibida em 1990.
No SBT, seu nome ficou associado a Éramos Seis, As Pupilas do Senhor Reitor e Sangue do Meu Sangue. A CNN relembrou que a versão de Éramos Seis estreou em 1994, com Irene Ravache, e recebeu reconhecimento no Troféu Imprensa e na premiação da APCA.
Em outra passagem pela emissora, em 2004, dirigiu Protagonistas de Novelas e Charme, apresentado por Adriane Galisteu. Também desenvolveu atividades de formação de atores, além do trabalho diretamente ligado à programação televisiva.
O que foi informado sobre a despedida
O comunicado publicado pelo Fofocalizando informou que o velório foi marcado para este sábado (7), das 10h às 17h, no Funeral Home, na Bela Vista, em São Paulo. A publicação cita a esposa, Marilu Torres, os filhos Camila e Marcelo e cinco netos.
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Imagem de abertura: ilustração editorial original criada com inteligência artificial para representar os bastidores da televisão. Não mostra Nilton Travesso, seus objetos pessoais ou uma emissora real.









