Polícia aguarda autorização para examinar um celular; outros dois aparelhos foram encontrados danificados.
Um mês após o acidente de helicóptero que matou o cantor Rick Sollo e outras quatro pessoas, parte da aeronave permanece na área da queda, em Urubici, na Serra de Santa Catarina. A JTA Empreendimentos, responsável pelo helicóptero, informou que precisa das licenças necessárias para retirar os destroços e que não há prazo para terminar o serviço.
A queda ocorreu em 21 de setembro de 2026, durante um voo com destino a São Joaquim. Segundo a Polícia Civil e o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), as apurações prosseguem; a causa ainda não foi determinada.
Como aconteceu o acidente de helicóptero com Rick
O helicóptero saiu de Porto Belo, no litoral catarinense, na manhã de 21 de setembro e deixou de ser localizado naquela tarde. O percurso até São Joaquim seria de aproximadamente 190 quilômetros, segundo o g1. A aeronave caiu na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici.
Do desaparecimento do helicóptero ao pedido de perícia em um celular.
- 21 de setembroDesaparecimentoAeronave deixou de ser localizada
- 22 de setembroLocalizaçãoVítimas foram encontradas em Urubici
- 15 de outubroPedido à JustiçaPolícia pediu acesso a um celular
As equipes encontraram os cinco ocupantes mortos em 22 de setembro de 2026. O local da queda tem acesso difícil, com trechos de serra e vegetação fechada. O helicóptero era um Bell 430 identificado pelo prefixo PP-MGR.
Quem estava no helicóptero
Cinco pessoas viajavam na aeronave, entre elas integrantes da tripulação e passageiros. De acordo com o g1, as vítimas eram:
- Rick Sollo, cantor da dupla com Renner;
- Bruno Avelar, empresário e influenciador;
- Paulo Soares, videomaker;
- Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, piloto;
- Leopoldo Barros Teixeira, copiloto.
O que causou a queda
Não há conclusão sobre a causa do acidente. A Polícia Civil apura as circunstâncias da queda, enquanto o Cenipa conduz a investigação técnica, informou a corporação. Os resultados desses trabalhos ainda são aguardados.
Em 15 de outubro de 2026, a polícia pediu à Justiça acesso ao conteúdo de um celular recolhido no atendimento da ocorrência; a autorização para examiná-lo ainda não havia saído. O Cenipa comunicou depois a localização de outros dois aparelhos, ambos danificados. Segundo a Polícia Civil, eles seriam enviados à Polícia Científica, e os pedidos necessários para analisá-los seriam formalizados após o recebimento.
Por que os destroços ainda estão em Urubici
A retirada integral do helicóptero depende de licenças, segundo a JTA Empreendimentos. A empresa informou que os dois motores foram removidos no início de outubro, mas não apresentou uma data para a conclusão do trabalho.
Pelas normas da Aeronáutica citadas pelo g1, a responsabilidade por retirar os restos da aeronave, recolher sua carga e limpar a área é do proprietário ou do operador. A permanência de parte do helicóptero no local não altera, por si só, o estado das investigações: Polícia Civil e Cenipa ainda apuram o que ocorreu.
Foto de capa: Scheridon/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

