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Início › Bem Estar › Doenças e Sintomas › AVC em mulheres: neurologista aponta riscos da puberdade à menopausa
Bem Estar

AVC em mulheres: neurologista aponta riscos da puberdade à menopausa

Tiago da Silva CândidoEscrito por Tiago da Silva Cândido20/10/2026Tempo de Leitura 4 Mins
AVC em mulheres: neurologista aponta riscos da puberdade à menopausa
Foto: Westmead Hospital, CSIRO/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
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Histórico de pré-eclâmpsia, uso de contraceptivos e algumas condições ginecológicas devem entrar na avaliação do risco vascular.

A avaliação do risco de AVC em mulheres precisa considerar mudanças que vão da puberdade à velhice, afirmou a neurologista Letícia Januzi de Almeida Rocha no XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia, realizado entre 7 e 10 de outubro de 2026. Vice-presidente da Sociedade Brasileira de AVC, ela chamou a atenção para fatores que podem passar despercebidos quando o histórico de saúde da paciente não é examinado por completo.

Entre esses fatores estão a idade da primeira menstruação, o método contraceptivo usado, complicações na gravidez e a menopausa. A médica também citou enxaqueca com aura, endometriose e insuficiência ovariana prematura como condições que merecem atenção na avaliação vascular.

O que é AVC e quais são os tipos

O acidente vascular cerebral, chamado popularmente de derrame, ocorre quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido e surge uma alteração neurológica súbita. Segundo o material de referência sobre o tema, ele pode ser isquêmico, quando falta irrigação sanguínea, ou hemorrágico, quando há sangramento.

InfográficoMarcos da saúde vascular feminina

Idades e prazos citados pela neurologista na avaliação do risco de AVC.

30%
Maior incidência em homensAté os 55 anos, segundo a neurologista
  • antes dos 9 anosPrimeira menstruação precoceSinal de alerta para o futuro
  • acima dos 35 anosContraceptivo com estrogênioAtenção quando há outros fatores de risco
  • antes de 37 semanasParto prematuroEntra na avaliação do histórico
  • antes dos 40 anosInsuficiência ovariana prematuraAssociada à redução do estrogênio
Fonte: Letícia Januzi de Almeida RochaLaranjeira

No AVC isquêmico, um vaso pode ser bloqueado, impedindo que o sangue chegue ao tecido cerebral. No hemorrágico, o sangue escapa de um vaso; a ruptura de um aneurisma é uma das causas possíveis desse sangramento, mas AVC e aneurisma não são a mesma coisa.

Quais são os sintomas de AVC

Os sintomas de AVC costumam surgir de repente e podem incluir perda de movimento ou sensibilidade de um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender e perda de parte da visão. O material de referência também menciona a sensação de que os objetos ao redor estão se movendo.

Mesmo quando os sintomas desaparecem em menos de uma ou duas horas, o episódio pode ser um ataque isquêmico transitório, conhecido como AIT ou mini-derrame. Tanto o AVC quanto o AIT geralmente exigem atendimento médico urgente, de acordo com a referência.

Quais fases da vida mudam o risco de AVC em mulheres

Da primeira menstruação ao envelhecimento, diferentes acontecimentos da vida da mulher ajudam a compor seu histórico vascular, segundo Letícia Januzi de Almeida Rocha. Ela apontou os seguintes fatores para uma avaliação clínica:

  • Puberdade: a primeira menstruação antes dos 9 anos ou a ausência de menstruação até os 15 anos são sinais de alerta para o futuro. A médica também citou a ausência de sinais de desenvolvimento das mamas ou de pelos até os 13 anos.
  • Idade fértil: o risco é mais associado a contraceptivos com alta dose de estrogênio, sobretudo em mulheres acima dos 35 anos que também fumam ou têm hipertensão ou enxaqueca com aura.
  • Gravidez: um histórico de pré-eclâmpsia dobra o risco de AVC a longo prazo. Diabetes gestacional, insuficiência placentária e parto antes de 37 semanas também entram na avaliação.
  • Menopausa: a queda na produção de estrogênio tem impacto na saúde dos vasos sanguíneos. A decisão sobre reposição hormonal depende das condições de cada paciente.
  • Velhice: o envelhecimento dos vasos se acentua. Segundo a neurologista, o AVC é 30% mais frequente em homens até os 55 anos, mas essa relação se inverte depois que cessa o efeito protetor do estrogênio.

Enxaqueca e doenças ginecológicas têm relação com o risco?

Algumas condições que não são vistas apenas como problemas vasculares também devem constar do histórico, afirmou a neurologista. A enxaqueca com aura, por exemplo, pode causar alterações temporárias na visão antes ou durante a dor de cabeça, como flashes de luz e linhas em zigue-zague.

A médica também mencionou a síndrome ovariana metabólica poliendócrina, associada a resistência à insulina, alterações nos níveis de gordura no sangue e risco cardiovascular. Já a endometriose envolve inflamação crônica que pode afetar o organismo além do sistema reprodutivo. Na insuficiência ovariana prematura, que ocorre antes dos 40 anos, a redução do estrogênio pode contribuir para alterações nas artérias e para o risco cardiovascular.

Como o AVC é diagnosticado e tratado

O diagnóstico costuma combinar avaliação física e exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética, segundo o material de referência. Outros exames podem ajudar a investigar fatores de risco ou afastar condições que provocam sintomas semelhantes.

O tratamento depende do tipo de AVC e do tempo decorrido desde o início dos sintomas. Em alguns casos de AVC isquêmico identificados nas primeiras três horas e meia a quatro horas, pode ser usada medicação para dissolver coágulos; certos casos hemorrágicos podem exigir neurocirurgia. A reabilitação pode ajudar a recuperar parte das funções afetadas.

Foto de capa: Westmead Hospital, CSIRO/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

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Tiago da Silva Cândido
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Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Laranjeira.

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