Polícia Civil vai usar fotos, depoimentos e dados da fiscalização para investigar o caso na unidade Cavalhada da Casa de Bolos.
O bolo em que um cliente encontrou um rato morto na unidade Cavalhada da Casa de Bolos, em Porto Alegre, foi jogado no lixo com o animal e não passará por perícia. A Polícia Civil informou que a investigação do caso continuará com base em fotos, depoimentos e nas condições sanitárias encontradas na confeitaria.
A proprietária da unidade, Amanda Borges Lopes Schenk, foi presa em flagrante em 14 de outubro de 2026, por crime contra as relações de consumo. Ela foi solta após audiência de custódia no dia seguinte. Em informação publicada em 20 de outubro, a polícia disse que funcionários estavam sendo intimados a depor e que ainda não havia previsão para o fim do inquérito.
Onde foi encontrado o rato no bolo
O rato morto foi encontrado em um bolo comprado por um cliente na unidade Cavalhada da franquia Casa de Bolos, na Zona Sul de Porto Alegre. O homem relatou ter consumido o produto durante cerca de três dias.
Segundo a Polícia Civil, não chegaram à investigação relatos de outras pessoas com casos semelhantes. A franqueadora informou que acompanha o caso e faz uma apuração interna.
Como a polícia investiga sem perícia no bolo
A investigação seguirá com as fotos do produto, os depoimentos e os resultados da fiscalização da confeitaria. De acordo com a delegada Milena Simioli, o descarte do bolo não prejudica a apuração.
Os funcionários da unidade estão sendo chamados para prestar depoimento. A polícia também examina as condições de higiene do estabelecimento, sem se limitar ao animal encontrado no alimento. Ainda não há data prevista para a conclusão do inquérito.
O que a fiscalização encontrou na confeitaria
A Vigilância Sanitária encontrou vestígios de roedores e problemas nas condições dos produtos e da estrutura da loja, conforme informou a Polícia Civil. Durante a inspeção, foram registrados:
- Fezes e urina de roedores;
- Alimentos com a validade vencida;
- Produtos com fungos;
- Estruturas enferrujadas.
O que aconteceu com o cliente e a proprietária
O cliente não apresentou sintomas, segundo a Polícia Civil. Mesmo assim, procurou um médico infectologista e recebeu orientação para tomar um medicamento preventivo. A fonte não informa o nome do medicamento.
Período relatado pelo cliente e datas da prisão e da soltura da proprietária
- cerca de três diasConsumo do boloPeríodo relatado pelo cliente
- 15 de outubroSolturaApós audiência de custódia
Ao ser ouvida em 14 de outubro, a proprietária afirmou, conforme a delegada, que não sabia do caso nem do que havia acontecido. Ela foi solta em 15 de outubro de 2026, após audiência de custódia.
O que dizem a defesa e a Casa de Bolos
A defesa da proprietária afirma que a loja mantém serviços de controle de pragas há mais de 11 anos e realiza uma auditoria interna sobre o episódio. Os advogados disseram que uma eventual sabotagem por funcionário será examinada; trata-se de uma hipótese levantada pela defesa, não de uma conclusão da investigação.
A Casa de Bolos declarou que acompanha a apuração das autoridades e também investiga o caso internamente. Segundo a franqueadora, as unidades são operadas por franqueados independentes, que devem seguir os padrões sanitários e operacionais da rede.
Foto de capa: TimBray/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

