Escaneamento a laser cria um modelo digital do prédio para acompanhar fissuras, desníveis e deformações.
Pesquisadores da Universidade de Ferrara, na Itália, passaram as últimas semanas mapeando o Museu do Ipiranga com scanners a laser. O trabalho, feito em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), busca identificar alterações na estrutura e ajudar a prevenir problemas no edifício histórico.
A técnica já foi usada na conservação do Coliseu, em Roma. No museu brasileiro, ela permitirá reunir informações detalhadas sobre a construção e compará-las com dados de um escaneamento realizado antes da revitalização que antecedeu a reabertura, em 2022.
Como funciona o mapeamento
Os scanners registram com precisão a posição de detalhes do prédio e produzem uma nuvem de pontos com suas coordenadas espaciais. Esses dados ajudam a documentar desníveis, fissuras e deformações que podem passar despercebidos em uma observação comum.
Um programa de computador usa as informações para montar um modelo tridimensional, chamado de gêmeo digital. Segundo o pesquisador Marcello Balzani, da Universidade de Ferrara, o recurso permite examinar o espaço de maneira semelhante à análise detalhada de um órgão em uma tomografia.
A experiência do Coliseu
O mesmo tipo de tecnologia foi empregado no monitoramento do Coliseu, construção de quase dois mil anos em Roma. No Museu do Ipiranga, a equipe italiana trabalhou tanto no interior quanto na parte externa do edifício.

De acordo com Beatriz Kuhl, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, o levantamento pode contribuir para prevenir complicações futuras. O objetivo é acompanhar a condição da estrutura, não apenas registrar sua aparência em um momento específico.
Dados para a conservação
O Museu do Ipiranga tem 131 anos de história e ficou quase dez anos fechado antes de reabrir em 2022. Um escaneamento semelhante já havia sido feito antes da revitalização do prédio.
Dados sobre o Museu do Ipiranga e o Coliseu citados na reportagem.
- 131 anosHistória do museuIdade informada na reportagem
- quase dez anosPeríodo fechadoAntes da reabertura
- 2022ReaberturaApós a revitalização
- quase dois mil anosIdade do ColiseuConstrução em Roma
Agora, a proposta é usar os dados dos levantamentos para criar um programa de conservação. A comparação entre os registros deve ajudar a acompanhar as mudanças no edifício ao longo do tempo.
Com informações de g1.
Foto de capa: ProtoplasmaKid/Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

