Piloto pousou em segurança em Bragança Paulista; conserto é estimado em R$ 35 mil.
Uma linha chilena de pipa atingiu a asa de um avião monomotor durante um voo no interior de São Paulo e causou um vazamento de combustível. O piloto Rudolph Ochsendorf conseguiu pousar em segurança em uma pista de um condomínio aeronáutico em Bragança Paulista. Um vídeo divulgado pelo g1 mostra o combustível saindo da aeronave.
O avião havia decolado do aeródromo de Atibaia no sábado, 17 de outubro de 2026. Segundo Ochsendorf, a linha cortou a asa e atingiu a região do tanque. Ele relatou que sua preocupação era perder combustível antes de chegar ao destino, mas que havia quantidade suficiente no tanque da outra asa para concluir o voo.
O que é linha chilena de pipa
A linha chilena é um tipo de linha cortante usada em pipas. Foi assim que o piloto identificou a linha que, segundo ele, atingiu o monomotor e foi encontrada na cabeceira da pista. O material divulgado não informa de que ela era feita.
O incidente mostra que o risco não se limita a quem está no solo. De acordo com a gestora de segurança operacional em aviação Priscila Dower Mendizabal, uma linha cortante pode alcançar diferentes partes de uma aeronave, inclusive componentes ligados à sua sustentação.
Linha chilena é proibida?
O uso de linhas cortantes, como a linha chilena e o cerol, é proibido por lei, segundo Priscila. Ela não citou, nas informações divulgadas sobre o caso, uma lei específica nem detalhou as penalidades aplicáveis.
A especialista também distinguiu a proibição das linhas cortantes das regras para soltar pipas perto de aeroportos. Segundo ela, não há uma norma específica que fixe uma distância mínima para essa atividade, ao contrário das restrições existentes para drones.
Pode soltar pipa perto de aeroportos?
Soltar pipas nas proximidades de aeroportos e aeródromos pode colocar o transporte aéreo em risco, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A agência informa que os operadores desses locais monitoram a situação e podem acionar os órgãos de segurança pública quando necessário.
No caso do monomotor, o piloto afirmou ter encontrado a linha na cabeceira da pista. A informação divulgada não identifica quem soltou a pipa nem estabelece o ponto de onde ela partiu.
Quais foram os danos ao avião?
A linha atingiu a asa e a região do tanque de combustível, provocando o vazamento, de acordo com Ochsendorf. O piloto disse que tinha combustível para cerca de 30 minutos de voo no tanque da asa esquerda e que o trajeto restante duraria sete minutos.
Tempo de voo informado pelo piloto e estimativa de reparo
- R$ 35 milConserto estimadoEstimativa do piloto
- 30 minutosCombustível na asa esquerdaTempo aproximado informado pelo piloto
- sete minutosVoo restanteDuração informada pelo piloto
Depois do pouso, ele enviou imagens dos danos ao fabricante do avião. Segundo o relato publicado pelo g1, a avaliação técnica concluiu que a estrutura da aeronave não havia sido comprometida. O monomotor deverá passar por reparos, cujo custo o piloto estima em R$ 35 mil.
Foto de capa: EWilliams/Wikimedia Commons (Public domain)

