Empresário destinou US$ 360 milhões desde 2025 para beneficiar o partido do presidente, segundo o g1.
Elon Musk doou US$ 360 milhões desde 2025 para beneficiar o partido do presidente Donald Trump nos Estados Unidos, segundo o g1. As contribuições, equivalentes a mais de R$ 1,8 bilhão, reacenderam a discussão sobre a influência de grandes doadores nas campanhas eleitorais.
O debate ocorre às vésperas da eleição de um novo Congresso americano: em 18 de outubro, faltavam menos de três semanas para a votação. Musk, que havia rompido publicamente com Trump após trabalhar no governo, voltou a se aproximar do presidente.
Como funcionam as doações
Nos Estados Unidos, a maior parte do dinheiro usado em campanhas tem origem privada. Existem limites para contribuições feitas diretamente a candidatos e partidos, mas grandes doadores e empresas podem destinar quantias ilimitadas aos chamados Super-PACs.
Esses comitês são organizações privadas independentes das campanhas. Podem gastar sem limite em propaganda favorável a um candidato ou contrária a seus adversários, desde que não entreguem o dinheiro diretamente à campanha. Musk controla um Super-PAC e também contribuiu com outros comitês desse tipo, de acordo com o g1.
Relação com o governo Trump
Musk trabalhou no Departamento de Eficiência Interna no início do governo Trump. Depois, os dois trocaram críticas e insultos publicamente nas redes sociais. Segundo o g1, a aproximação foi retomada, e Trump concedeu ao empresário uma honraria científica na semana anterior à publicação da reportagem.
Desde 2025, deputados democratas da oposição pedem investigações sobre possíveis conflitos de interesses no período em que Musk trabalhou para o governo. Eles acusam o empresário de ter obtido vantagens em contratos entre a SpaceX e a Nasa e incentivos governamentais para suas empresas. A fonte não informa o resultado de investigações sobre essas acusações.
Críticas ao modelo de financiamento
O professor Michael Kang, da Universidade de Chicago, avalia que regras pouco rígidas ampliam a influência dos mais ricos nas eleições. Segundo ele, os dois partidos se beneficiam historicamente desse sistema e passam a se preocupar em atender seus doadores.
O analista político Brian Rosenwald afirma que as doações de Musk não significam necessariamente uma busca por favores: o empresário pode querer apoiar um governo alinhado às suas posições. Rosenwald também critica a possibilidade de gastos ilimitados, que, em sua avaliação, encarece as eleições.
Com informações de g1.
Foto de capa: Gage Skidmore/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

