Autoridades argentinas confirmaram a passagem do senador e de três familiares pela fronteira; o governo americano não confirmou sua chegada.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em 28 de outubro de 2026 que aprova a ida de Flávio Bolsonaro ao país. A declaração veio após a Direção Nacional de Migrações da Argentina confirmar que o senador e três familiares cruzaram a fronteira com o Brasil às 22h50 de 27 de outubro, pela Ponte Internacional Tancredo Neves.
Segundo a BBC News, Flávio Bolsonaro chegou à Flórida e se encontrou com o irmão, Eduardo Bolsonaro. O governo dos Estados Unidos informou que concederá vistos ao senador e à família e permitirá a entrada deles, mas não confirmou se Flávio já estava no país. A viagem ocorreu após uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que o senador entregasse seus passaportes; o prazo terminou às 11h de 27 de outubro, sem a entrega dos documentos.
Flávio Bolsonaro viajou para os Estados Unidos?
A chegada de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos foi noticiada pela BBC News, mas ainda não foi confirmada pelo governo americano. Na véspera da declaração de Trump, a Reuters e o jornal The New York Times informaram, com base em fontes anônimas, que o senador havia deixado o Brasil rumo ao país. Já a passagem dele pela Argentina foi confirmada pela autoridade migratória argentina.
Os principais acontecimentos informados sobre a viagem do senador.
- domingo (25)Ordem sobre passaportesMoraes determinou a entrega dos documentos.
- 11hPrazo para entregaTerminou sem a entrega dos passaportes.
- 22h50Entrada na ArgentinaAutoridade argentina confirmou a travessia.
- quarta-feira (28)Declaração de TrumpPresidente disse aprovar a ida aos EUA.
| Data | O que foi informado |
|---|---|
| 25 de outubro de 2026 | Moraes determinou a entrega dos passaportes. |
| 27 de outubro de 2026 | O prazo terminou às 11h, sem a entrega. |
| 27 de outubro de 2026 | Flávio e familiares entraram na Argentina às 22h50. |
| 28 de outubro de 2026 | Trump disse aprovar a ida do senador aos EUA. |
A Direção Nacional de Migrações da Argentina identificou os quatro viajantes como Flávio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro e Luiza Figueira Bolsonaro. Segundo o órgão, eles apresentaram documentos válidos e não tinham impedimento legal para entrar na Argentina.
Por que Flávio Bolsonaro teve de entregar o passaporte?
Alexandre de Moraes ordenou a entrega dos passaportes em um processo que investiga Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro. A decisão foi tomada na noite de 25 de outubro de 2026, depois da eleição presidencial brasileira. O material divulgado não informa quais medidas podem decorrer do descumprimento do prazo.
Flávio e Tomaz confirmam que são amigos, mas negam ser sócios e dizem não ter cometido irregularidades. O senador também é investigado pela Polícia Federal em outro inquérito, sobre possíveis crimes ligados ao financiamento do filme Dark Horse, que trata da trajetória de Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro ainda é senador?
Flávio Bolsonaro é senador pelo Rio de Janeiro e filiado ao Partido Liberal (PL). Ele disputou a Presidência da República em 2026 e foi derrotado na eleição realizada em 25 de outubro de 2026. Ao falar com jornalistas sobre a viagem do senador, Trump voltou a criticar a eleição brasileira, segundo o g1.
A derrota na disputa presidencial não é apresentada pelas fontes como mudança no mandato de Flávio no Senado. O senador havia sido eleito para representar o Rio de Janeiro em 2018, após uma trajetória na Assembleia Legislativa do estado.
Como Flávio Bolsonaro começou na política?
Flávio Bolsonaro iniciou sua trajetória eleitoral como deputado estadual do Rio de Janeiro, cargo que ocupou de 2003 a 2019. Filho mais velho de Jair Bolsonaro, foi eleito senador em 2018. É formado em Direito pela Universidade Candido Mendes.
Antes de chegar ao Senado, Flávio foi eleito deputado estadual pela primeira vez em 2002 e conquistou mais três mandatos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Sua candidatura à Presidência em 2026 ocorreu pelo PL, com o apoio do pai.
Foto de capa: Agência Senado/Wikimedia Commons (Attribution)
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