Na França, estudantes se uniram a sindicatos e outros movimentos; Bélgica, Itália e Portugal também tiveram manifestações.
Manifestações contra o aumento do custo de vida ocorreram em países da Europa neste sábado (17). Na França, estudantes que protestam há semanas contra problemas na educação se juntaram a sindicatos e outros movimentos sociais.
Os atos também chegaram às ruas da Bélgica, da Itália e de Portugal, com reivindicações distintas em cada país. Entre as demandas estão mais recursos para a educação, melhores salários e medidas contra o encarecimento dos aluguéis.
Atos e confrontos na França
Os protestos de estudantes franceses chegaram à terceira semana. Eles cobram o fim dos cortes na educação, mais professores e melhores condições nas escolas. Neste sábado, receberam o apoio de centrais sindicais e dos coletes amarelos, movimento que surgiu em 2018 em protesto contra a alta dos combustíveis.
Estimativas de público divulgadas por governo e organizadores diferem.
- terceira semanaDuração dos atos estudantisProtestos na França
- mais de meio milhãoEstimativa do governoManifestantes em todo o país
- 800 milEstimativa dos organizadoresManifestantes em todo o país
Houve confrontos com a polícia em várias cidades. Em Paris, carros e uma ambulância foram incendiados; em Lyon, o prédio do escritório de turismo pegou fogo. O governo francês estima que mais de meio milhão de pessoas participaram dos atos no país, enquanto os organizadores falam em 800 mil. O presidente Macron criticou a violência e afirmou que ela prejudica as reivindicações dos manifestantes pacíficos.
Reivindicações em outros países
Em Bruxelas, na Bélgica, milhares de jovens protestaram contra os custos da educação. Segundo os estudantes, reformas também podem dificultar o acesso ao ensino superior. Na Itália, estudantes pediram mais recursos para a educação, e houve confrontos com a polícia na principal praça de Milão.
Em Portugal, milhares de pessoas foram às ruas para cobrar melhores salários, aposentadorias e serviços públicos. Os manifestantes também pediram medidas para enfrentar a alta dos aluguéis.
Com informações de g1.
Foto de capa: Yann Caradec from Paris, France/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

