Alunos de colégio em Cambé descobriram o equipamento; a escola nega que ele captasse imagens das cabines.
Uma câmera em banheiro do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, em Cambé, no norte do Paraná, foi descoberta por estudantes em 19 de outubro de 2026. A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso, segundo informações divulgadas pelo g1.
Alunas afirmam que não foram avisadas da existência da câmera. A direção diz que o equipamento servia para monitorar os acessos aos banheiros e nega que registrasse o interior das cabines. Após a descoberta, estudantes protestaram, e os aparelhos foram retirados.
Como a câmera foi encontrada no banheiro da escola?
Uma estudante examinou um dispositivo instalado na parede após notar que ele emitia uma luz vermelha. Sob a cobertura plástica, encontrou um aparelho que gravava imagens, segundo o g1. Outro aluno fotografou o painel de monitoramento do colégio e os vídeos exibidos nele.
De acordo com o boletim de ocorrência, as alunas sabiam da presença de um equipamento naquele local havia três anos. Elas relataram que, na época, a direção o apresentou como um sensor de fumaça. O registro policial também reúne relatos de preocupação das estudantes com a exposição de suas imagens no banheiro.
O que as câmeras filmavam?
A escola afirma que as câmeras apontavam para as entradas dos banheiros masculino e feminino, sem mostrar as cabines. Essa é a versão da instituição; a Polícia Civil ainda apura o que foi registrado pelos aparelhos.
A direção também informou que o estudante responsável pela foto do painel entrou sem autorização na sala de monitoramento. Segundo o colégio, as circunstâncias desse acesso e da divulgação da imagem serão apuradas.
O que a polícia e a Secretaria de Educação estão apurando?
A Polícia Civil do Paraná informou que instaurou inquérito e faz diligências para esclarecer os fatos. A Secretaria de Estado da Educação disse que os equipamentos foram retirados e que não há imagens armazenadas relacionadas a eles, conforme informação repassada pela escola.
O Núcleo Regional de Educação de Londrina anunciou uma visita ao colégio para verificar a situação e orientar os próximos encaminhamentos. Até as informações divulgadas em 21 de outubro de 2026, não havia conclusão da investigação.
Câmera em banheiro de escola pode?
O material disponível não permite afirmar se a instalação dessas câmeras configura crime neste caso. A Constituição Federal protege a intimidade, a vida privada e a imagem das pessoas, mas o eventual enquadramento criminal depende da apuração dos fatos.
A Secretaria de Educação do Paraná afirmou que o monitoramento em escolas deve respeitar a privacidade, a dignidade e a segurança da comunidade escolar. No colégio de Cambé, ainda há divergência entre a preocupação relatada pelas alunas e a versão da direção sobre o alcance das imagens.
Foto de capa: Gean Henrique Soares/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

