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Início › Educação › Escola e Ensino › TRI do Enem 2026: é melhor chutar ou deixar a questão em branco?
Educação

TRI do Enem 2026: é melhor chutar ou deixar a questão em branco?

Tiago da Silva CândidoEscrito por Tiago da Silva Cândido21/10/2026Tempo de Leitura 4 Mins
TRI do Enem 2026: é melhor chutar ou deixar a questão em branco?
Imagem ilustrativa
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Entenda por que o padrão de acertos influencia a nota e em que ordem resolver as questões.

Na TRI do Enem 2026, deixar uma questão em branco é pior do que tentar respondê-la, mesmo sem ter certeza da alternativa. Uma reportagem publicada pelo g1 em 21 de outubro de 2026 explica que o chute pode afetar a nota, mas não responder elimina a possibilidade de acertar.

A diferença está na Teoria de Resposta ao Item, método usado na correção do Exame Nacional do Ensino Médio. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza a prova, a nota leva em conta a dificuldade das questões e o padrão de respostas do participante, não apenas o total de acertos.

O que é a TRI e como funciona no Enem

A Teoria de Resposta ao Item (TRI) é um método de avaliação que considera as características de cada questão, em vez de olhar somente para a prova como um conjunto. No Enem, ela ajuda a identificar se os acertos são coerentes com o desempenho do participante ao longo do exame. Por isso, duas pessoas com o mesmo número de respostas certas podem receber notas diferentes.

InfográficoUma ordem para resolver a prova

Sequência de leituras sugerida pelo g1 para organizar as respostas.

  1. 011Resolver as fáceisQuestões que o candidato considera fáceis1ª leitura
  2. 022Voltar às dúvidasPerguntas com dúvida entre duas alternativas2ª leitura
  3. 033Enfrentar as difíceisQuestões longas ou de assuntos menos comuns3ª leitura
Fonte: g1Laranjeira

Quem acerta questões difíceis, mas erra várias consideradas fáceis, pode ter uma nota menor do que alguém que acertou as fáceis e errou as difíceis. Esse padrão pode indicar acertos ao acaso, mas não anula os pontos das respostas certas. De acordo com o g1, a TRI também permite comparar resultados de diferentes edições do Enem e reduz a chance de candidatos terminarem com notas idênticas.

Chutar ou deixar em branco: o que é melhor?

Responder é melhor do que deixar em branco, segundo a orientação apresentada pelo g1. O chute não garante uma nota alta: se os acertos ocorrerem sobretudo em questões difíceis enquanto as fáceis forem respondidas incorretamente, o resultado pode ser menor do que o de um participante com um padrão de acertos mais consistente.

Isso não significa que seja preciso adivinhar as respostas desde o início da prova. Resolver primeiro o que se sabe ajuda a evitar que uma pergunta longa consuma tempo e energia que poderiam ser usados em itens mais simples. Se ainda restarem dúvidas ao final, o candidato pode responder às questões que faltaram.

Em que ordem resolver as questões do Enem?

A sequência sugerida pelo g1 começa pelos itens que o participante considera mais fáceis e deixa os difíceis para o fim. A ideia é priorizar as respostas sobre as quais há mais segurança antes de dedicar tempo às perguntas longas ou menos familiares.

  1. 1ª leitura: resolver as questões consideradas fáceis.
  2. 2ª leitura: voltar às perguntas em que a dúvida ficou entre duas alternativas.
  3. 3ª leitura: enfrentar as questões mais longas ou sobre assuntos menos comuns no exame.

Essa ordem não muda a correção da TRI. Ela é uma estratégia de organização da prova para reduzir o risco de errar itens simples por cansaço ou falta de tempo.

Como foi a TRI do Enem 2025?

Na prova de Linguagens do Enem 2025, a maior nota foi 794,5 e a menor, 309,2, segundo o g1. O exemplo mostra por que não se pode transformar diretamente a quantidade de acertos em uma nota de zero a mil: mesmo acertar todas as perguntas não significou alcançar 1.000 naquela prova.

De acordo com o Inep, os limites da nota dependem da dificuldade das questões de cada edição. Uma prova com muitos itens fáceis tende a ter um teto menor; quando há itens difíceis, o piso tende a ser mais alto. Os números de 2025, portanto, não servem para antecipar as notas de 2026.

Quando a TRI começou a ser usada no Enem?

A TRI passou a ser usada no Enem após a reformulação do exame, em 2009, conforme o material de referência sobre o método. Um de seus objetivos é permitir a comparação das notas entre edições diferentes, mesmo quando as provas não têm as mesmas questões.

O método não é exclusivo do Enem. No Brasil, também é usado pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), segundo o mesmo material de referência. Em ambos os casos, a análise vai além da simples contagem de respostas corretas.

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Tiago da Silva Cândido
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Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Laranjeira.

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