Entenda por que o padrão de acertos influencia a nota e em que ordem resolver as questões.
Na TRI do Enem 2026, deixar uma questão em branco é pior do que tentar respondê-la, mesmo sem ter certeza da alternativa. Uma reportagem publicada pelo g1 em 21 de outubro de 2026 explica que o chute pode afetar a nota, mas não responder elimina a possibilidade de acertar.
A diferença está na Teoria de Resposta ao Item, método usado na correção do Exame Nacional do Ensino Médio. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza a prova, a nota leva em conta a dificuldade das questões e o padrão de respostas do participante, não apenas o total de acertos.
O que é a TRI e como funciona no Enem
A Teoria de Resposta ao Item (TRI) é um método de avaliação que considera as características de cada questão, em vez de olhar somente para a prova como um conjunto. No Enem, ela ajuda a identificar se os acertos são coerentes com o desempenho do participante ao longo do exame. Por isso, duas pessoas com o mesmo número de respostas certas podem receber notas diferentes.
Sequência de leituras sugerida pelo g1 para organizar as respostas.
- 1Resolver as fáceisQuestões que o candidato considera fáceis1ª leitura
- 2Voltar às dúvidasPerguntas com dúvida entre duas alternativas2ª leitura
- 3Enfrentar as difíceisQuestões longas ou de assuntos menos comuns3ª leitura
Quem acerta questões difíceis, mas erra várias consideradas fáceis, pode ter uma nota menor do que alguém que acertou as fáceis e errou as difíceis. Esse padrão pode indicar acertos ao acaso, mas não anula os pontos das respostas certas. De acordo com o g1, a TRI também permite comparar resultados de diferentes edições do Enem e reduz a chance de candidatos terminarem com notas idênticas.
Chutar ou deixar em branco: o que é melhor?
Responder é melhor do que deixar em branco, segundo a orientação apresentada pelo g1. O chute não garante uma nota alta: se os acertos ocorrerem sobretudo em questões difíceis enquanto as fáceis forem respondidas incorretamente, o resultado pode ser menor do que o de um participante com um padrão de acertos mais consistente.
Isso não significa que seja preciso adivinhar as respostas desde o início da prova. Resolver primeiro o que se sabe ajuda a evitar que uma pergunta longa consuma tempo e energia que poderiam ser usados em itens mais simples. Se ainda restarem dúvidas ao final, o candidato pode responder às questões que faltaram.
Em que ordem resolver as questões do Enem?
A sequência sugerida pelo g1 começa pelos itens que o participante considera mais fáceis e deixa os difíceis para o fim. A ideia é priorizar as respostas sobre as quais há mais segurança antes de dedicar tempo às perguntas longas ou menos familiares.
- 1ª leitura: resolver as questões consideradas fáceis.
- 2ª leitura: voltar às perguntas em que a dúvida ficou entre duas alternativas.
- 3ª leitura: enfrentar as questões mais longas ou sobre assuntos menos comuns no exame.
Essa ordem não muda a correção da TRI. Ela é uma estratégia de organização da prova para reduzir o risco de errar itens simples por cansaço ou falta de tempo.
Como foi a TRI do Enem 2025?
Na prova de Linguagens do Enem 2025, a maior nota foi 794,5 e a menor, 309,2, segundo o g1. O exemplo mostra por que não se pode transformar diretamente a quantidade de acertos em uma nota de zero a mil: mesmo acertar todas as perguntas não significou alcançar 1.000 naquela prova.
De acordo com o Inep, os limites da nota dependem da dificuldade das questões de cada edição. Uma prova com muitos itens fáceis tende a ter um teto menor; quando há itens difíceis, o piso tende a ser mais alto. Os números de 2025, portanto, não servem para antecipar as notas de 2026.
Quando a TRI começou a ser usada no Enem?
A TRI passou a ser usada no Enem após a reformulação do exame, em 2009, conforme o material de referência sobre o método. Um de seus objetivos é permitir a comparação das notas entre edições diferentes, mesmo quando as provas não têm as mesmas questões.
O método não é exclusivo do Enem. No Brasil, também é usado pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), segundo o mesmo material de referência. Em ambos os casos, a análise vai além da simples contagem de respostas corretas.

