Jovem relata que um homem se apresentou como policial e disse que iria prendê-lo; a Polícia Civil apura o caso.
Um estudante de 24 anos procurou a Polícia Civil do Distrito Federal depois de ser ameaçado, segundo seu relato, por um homem que se apresentou como policial em Brasília. A discussão ocorreu em 18 de outubro de 2026, após uma manifestação de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Esplanada dos Ministérios.
Diego Pereira dos Santos contou ao g1 que disse “faz o L” enquanto passava de carro por uma rua, a caminho de uma pizzaria com amigos. De acordo com ele, um homem entendeu que a frase era dirigida a si, aproximou-se do veículo e afirmou que o prenderia. A polícia investiga o episódio e ainda busca identificar o homem.
O que significa “faz o L”?
“Faz o L” é uma expressão ligada ao gesto com a mão usado na campanha presidencial de Lula em 2022. Segundo o verbete sobre o tema na Wikipédia, a frase passou a circular tanto entre apoiadores do presidente quanto entre seus críticos, com sentidos diferentes.
Apoiadores a empregam para demonstrar apoio a Lula; opositores também a usam de forma irônica para criticar o governo. No relato de Diego, a frase foi dita depois que ele participou do ato na Esplanada, mas o estudante afirma que não a dirigiu ao homem com quem discutiu.
Como começou a discussão em Brasília?
A discussão começou quando o homem, que estacionava seu veículo, interpretou a fala do estudante como uma provocação, segundo o relato apresentado ao g1. Diego disse que vinha repetindo a expressão para pessoas na rua durante o trajeto. Ester Rodrigues da Silva, namorada dele e motorista do carro, contou que estacionou do outro lado da via.
Ainda conforme os relatos, o homem foi até o carro, bateu no vidro e quis saber o que Diego havia dito. Ele então se apresentou como policial, ordenou que o estudante saísse do veículo e afirmou que iria prendê-lo. Um amigo do casal gravou parte da discussão; as imagens não mostram o início do desentendimento.
O que foi registrado na delegacia?
O caso foi registrado na delegacia especializada em crimes de discriminação da Polícia Civil do Distrito Federal com registros de injúria, ameaça e discriminação racial. Diego e Ester disseram considerar racistas as ofensas feitas durante a discussão. No relato à polícia, o estudante também descreveu xingamentos e comentários que associou a preconceito racial.
A Polícia Civil apura as circunstâncias do ocorrido e procura identificar o homem filmado. Até as informações divulgadas pelo g1 em 21 de outubro de 2026, não havia confirmação de que ele fosse policial; essa foi uma afirmação atribuída ao próprio homem pelos envolvidos.
Foto de capa: Mario Roberto Durán Ortiz (modificado por Heitor Carvalho Jorge)/Wikimedia Commons (Public domain)

