Alta da energia e dos alimentos leva moradores a buscar renda extra e mudar hábitos de consumo.
A inflação nos Estados Unidos chegou a 3,7% nos 12 meses até setembro de 2026, acima dos 3,4% registrados no período encerrado em agosto. Os números oficiais, divulgados em 14 de outubro de 2026, superaram as previsões e ajudam a explicar a pressão sobre o orçamento de famílias ouvidas em reportagem publicada pelo g1.
No Tennessee, Kathryn Vaughn trabalha em três empregos para sustentar uma família de quatro pessoas. Além das aulas de artes em uma escola primária, ela atua em um programa para jovens e escreve obituários para complementar a renda. Os custos de alimentação, material escolar e combustível mudaram as decisões da família.
Qual foi a inflação nos Estados Unidos em 2026?
A taxa acumulada em 12 meses até setembro de 2026 foi de 3,7%, segundo os dados oficiais citados pelo g1. Em agosto, a taxa dos 12 meses anteriores havia sido de 3,4%; portanto, houve aceleração entre as duas medições.
Taxas oficiais e valores relatados por moradores à reportagem.
- 3,4%Inflação até agostoAcumulada em 12 meses
- quase US$ 6Gasolina premiumPor galão, segundo morador da Califórnia
- US$ 400Mercado por mêsGasto relatado por casal em Utah
A taxa mostra a variação de preços em um período, não o quanto todos os produtos ficaram mais caros. A experiência de cada família também depende do que ela compra: nos relatos reunidos pela reportagem, combustível e comida tiveram peso especial.
Como a alta dos combustíveis afeta o orçamento?
Os custos de energia contribuíram para encarecer a vida nos Estados Unidos, de acordo com o g1. A reportagem informa que o diesel atingiu preços recordes e que a gasolina também subiu, sem apresentar um valor nacional para os dois combustíveis.
Na Califórnia, Punal Bhavsar afirma pagar quase US$ 6 por galão da gasolina premium usada por seu carro. Ele esperava juntar dinheiro para comprar uma casa em 2026, mas diz que a alta dos preços tornou mais difícil economizar. Já Vaughn desistiu de uma viagem da família à Flórida por causa do custo da gasolina.
O que mudou no preço dos alimentos?
A alta dos alimentos levou famílias entrevistadas a rever compras e refeições. Caitlin Green, que mora em Utah, relata que o quilo da carne moída passou de US$ 4,40, valor que se lembra de ter pago, para US$ 17,60. Ela e o marido às vezes escolhem frango ou peru moído como alternativa.
Segundo Green, o gasto mensal do casal no mercado passou de cerca de US$ 200 para US$ 400. No Tennessee, Vaughn calculou que comprar o almoço escolar para o filho de cinco anos sairia mais barato do que mandar comida de casa. Ela também relata uma conta de US$ 130 com material escolar para o menino.
O que é inflação e como ela afeta o poder de compra?
Inflação é a elevação geral dos preços de bens e serviços. Quando isso ocorre, a mesma quantia de dinheiro passa a comprar menos, o que representa uma perda de poder de compra. Essa definição consta do material de referência sobre inflação.
Os preços, porém, não sobem todos na mesma proporção. Por isso, a taxa geral não descreve exatamente a situação de uma compra específica ou de uma família. Nos relatos publicados pelo g1, a combinação de despesas mais altas levou a trabalho extra, substituição de alimentos e adiamento de planos.
Como a inflação é medida?
A inflação costuma ser medida pela variação percentual de um índice geral de preços, conforme o material de referência. Índices de preços ao consumidor são usados com frequência porque acompanham os valores pagos por consumidores em diferentes tipos de compra.
Uma taxa menor significa que o ritmo de aumento dos preços diminuiu; não quer dizer, por si só, que os preços caíram. A queda sustentada do nível geral de preços recebe outro nome: deflação. Os dados de setembro e agosto citados na reportagem mostram uma aceleração da inflação americana, não uma redução dos preços.
Foto de capa: Marcia Fudge/Wikimedia Commons (Public domain)

