Nascido em Nova Friburgo, cantor fez sucesso ao unir samba, piano e música romântica
O cantor e compositor Benito di Paula morreu aos 84 anos neste domingo (18), em São Paulo, em decorrência de um câncer de próstata, segundo o g1. Nascido em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, ele se tornou conhecido por um estilo que aproximava o samba do piano e da música romântica.
A ligação com a cidade natal continuou presente em sua obra e em suas entrevistas. Em fevereiro de 2025, ao falar ao g1 sobre a homenagem que receberia no Carnaval de São Paulo, Benito também contou da saudade que sentia da Serra.
A ligação com Nova Friburgo
Benito nasceu em 28 de novembro de 1941 com o nome de Uday Vellozo e foi criado no Rio de Janeiro. Mesmo depois de alcançar projeção nacional, manteve uma relação afetiva com Nova Friburgo e com o carnaval da cidade, de acordo com o g1.
Essa relação apareceu na canção Homem da Montanha, de 1976. Na música, o artista expressou o desejo de voltar à Serra em contraste com a vida na cidade grande. Na entrevista de 2025, ele voltou a se identificar com a imagem do homem da montanha.
A homenagem no Carnaval de São Paulo
A escola de samba Águia de Ouro levou a trajetória de Benito à avenida em 2025. O enredo abordou sua carreira e a ligação da família com o samba, segundo o g1.
Antes do desfile, o cantor falou ao portal sobre a alegria de receber a homenagem. A apresentação revisitou a mistura de samba, piano e elementos românticos que marcou seu trabalho.
Do piano ao sucesso nacional
Benito ganhou projeção no Brasil nos anos 1970 e esteve entre os nomes de destaque da música popular brasileira nas décadas de 1970 e 1980. Entre suas canções mais conhecidas estão Retalhos de Cetim, Charlie Brown e Mulher Brasileira.
Da cidade natal à homenagem no carnaval e à morte em São Paulo
- 28 de novembro de 1941Nascimento em Nova Friburgo
- 1976Canção Homem da MontanhaMúsica ligada à cidade natal
- 2025Homenagem da Águia de OuroEnredo no Carnaval de São Paulo
- 18 de outubro de 2026Morte em São PauloAos 84 anos
Segundo o g1, o artista vendeu mais de 50 milhões de discos no mundo, dos quais quatro milhões na Europa. Ele preferia se definir como sambeiro e pianeiro, em vez de se apresentar como integrante da linhagem de sambistas à qual pertenciam Martinho da Vila e Paulinho da Viola.
Foto de capa: Vitorperrut555/Wikimedia Commons (CC0)

