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Início › Diversos › Antimatéria: estudo propõe como neutrino pesado pode explicar sua escassez
Diversos

Antimatéria: estudo propõe como neutrino pesado pode explicar sua escassez

Tiago da Silva CândidoEscrito por Tiago da Silva Cândido20/10/2026Tempo de Leitura 4 Mins
University of Southampton
Foto: Iamtheabelman/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)
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Modelo teórico investiga se uma partícula pouco estudada alterou a expansão do Universo e favoreceu a sobrevivência da matéria.

Um estudo de pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, e do Instituto Indiano de Tecnologia de Kanpur propõe uma nova explicação para a escassez de antimatéria no Universo. Publicado na revista Physical Review Letters e divulgado pelo g1 em 20 de outubro de 2026, o trabalho examina o possível papel de um neutrino pesado nos primeiros momentos após o Big Bang.

A questão é por que a matéria prevaleceu se, segundo as teorias atuais, matéria e antimatéria deveriam ter surgido em quantidades muito parecidas. A pesquisa apresenta cálculos sobre o que pode ter acontecido naquele período, mas não comprova que o neutrino pesado tenha causado o desequilíbrio.

O que é antimatéria e como ela funciona?

Antimatéria é formada por antipartículas, correspondentes às partículas que compõem a matéria comum. O pósitron, por exemplo, corresponde ao elétron, mas tem carga elétrica positiva; o antipróton corresponde ao próton e tem carga negativa, conforme o material de referência sobre o tema.

Quando matéria e antimatéria entram em contato, ambas se aniquilam e liberam energia. É por isso que uma origem em quantidades exatamente iguais deixa uma pergunta para os físicos: como sobrou matéria para formar estrelas, planetas e pessoas?

A antimatéria existe?

Sim. Cientistas já produziram antipartículas e antiátomos em laboratório, segundo o g1, mas ainda não encontraram regiões do Universo dominadas por antimatéria.

O material de referência registra que a equação formulada pelo físico Paul Dirac em 1928 permitiu prever a existência do pósitron. Também aponta a produção de antiátomos de anti-hidrogênio em 1995. Essas experiências mostram que a antimatéria pode ser produzida, embora não resolvam a dúvida sobre sua escassez no Universo observado.

Como o neutrino pesado pode explicar a diferença?

Segundo o novo estudo, o neutrino pesado pode ter sobrevivido por tempo suficiente após o Big Bang para mudar temporariamente a forma como o Universo se expandia. Neutrinos interagem muito pouco com a matéria; por isso, essa versão pesada recebeu pouca atenção durante décadas.

Nos cálculos dos pesquisadores, o resfriamento provocado pela expansão permitiria que essas partículas concentrassem uma parte relevante da energia do cosmos antes de desaparecer. A mudança na expansão afetaria a temperatura em que outras partículas passavam a interagir e poderia influenciar o pequeno desequilíbrio que favoreceu a matéria. Trata-se de uma possibilidade teórica, não de uma observação direta desse processo.

Como a antimatéria é produzida?

A antimatéria pode surgir em colisões de partículas de alta energia, de acordo com o material de referência. Sua produção em laboratório exige equipamentos como aceleradores de partículas, e armazená-la também é difícil: pósitrons e antiprótons podem ser retidos em dispositivos que usam campos elétricos e magnéticos.

Antiátomos exigiram outras condições de retenção, incluindo campos magnéticos intensos e temperaturas muito baixas. O material não fornece um preço de produção ou de compra da antimatéria; portanto, não há base aqui para atribuir a ela um valor por grama.

Para que serve a antimatéria?

Uma aplicação da antimatéria está na medicina: a tomografia por emissão de pósitrons, conhecida como PET, usa reações envolvendo essas antipartículas, segundo o material de referência. A possibilidade de liberar energia quando matéria e antimatéria se encontram também desperta interesse, mas a antimatéria não está prontamente disponível para uso como combustível.

Produzi-la demanda muita energia, e os métodos conhecidos descritos na referência geram também matéria comum. Assim, a existência de uma reação energética não significa que haja uma forma prática de abastecer veículos ou outros equipamentos com antimatéria.

Como a hipótese do estudo poderá ser testada?

Os autores apontam duas frentes de investigação: medições mais precisas das propriedades dos neutrinos e a busca por ondas gravitacionais primordiais. Segundo o g1, esses possíveis sinais do Universo jovem poderiam revelar mudanças na expansão ocorridas após o Big Bang.

Os pesquisadores também indicam que o processo estudado pode ter implicações para outras questões em aberto, como a formação da matéria escura. Por enquanto, porém, o trabalho oferece uma explicação a ser testada para a predominância da matéria, não uma resposta definitiva.

Foto de capa: Iamtheabelman/Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

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Tiago da Silva Cândido
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Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. Publica conteúdo em mais de 2.000 sites parceiros e é o responsável pelo Laranjeira.

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