Nicola D'Alba e Maria Cristofaro contaram como conheceram as crianças e passaram pelo estágio de convivência antes da mudança para a Itália.
Um casal italiano contou como adotou dois irmãos de 8 e 9 anos que viviam em uma instituição de acolhimento em São Luís de Montes Belos, no oeste de Goiás. Em vídeos divulgados pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), Nicola D'Alba e Maria Cristofaro relataram as etapas da adoção internacional, desde os primeiros contatos com as crianças até a convivência no Brasil. A história foi publicada pelo g1 em 20 de outubro de 2026.
Nicola e Maria já conversavam sobre adotar desde o início do relacionamento. Segundo ele, uma viagem do casal a Lourdes, na França, ajudou os dois a decidir que queriam formar uma família por esse caminho. Nicola não explicou quais acontecimentos da viagem influenciaram a decisão.
O que é adoção internacional
A adoção internacional é o assunto do caso porque as crianças viviam no Brasil e passaram a morar com os adotantes na Itália após a decisão judicial. Segundo o TJ-GO, a família continuará sendo acompanhada por dois anos, conforme as regras aplicadas ao processo.
De modo geral, adoção é o ato jurídico pelo qual uma pessoa ou um casal assume alguém como filho. No Brasil, o filho adotivo tem os mesmos direitos de um filho biológico, conforme o material de referência sobre adoção.
Como funciona a adoção de crianças no Brasil
A adoção de crianças no Brasil depende de processo judicial perante a Justiça da Infância e Juventude. De acordo com o material de referência, há participação do Ministério Público, e a lei estabelece requisitos para quem pretende adotar:
- O adotante deve ter mais de 18 anos.
- Deve haver uma diferença mínima de 16 anos entre adotante e adotado.
- Quando a adoção é feita por um casal, os adotantes devem ser casados ou viver em união estável.
O material também aponta que irmãos devem ser colocados na mesma família, para evitar a separação do grupo. No caso relatado pelo TJ-GO, as duas crianças foram adotadas juntas. Essas são regras gerais; os relatos divulgados não apresentam um roteiro completo para quem deseja iniciar uma adoção internacional.
Como foi o processo dos irmãos em Goiás
O contato começou à distância e continuou com um período de convivência no Brasil. Segundo o TJ-GO, a aproximação ocorreu em seis videochamadas autorizadas pela Justiça. Em uma delas, Nicola e Maria usaram bonecos para interagir com as crianças apesar da diferença de idioma.
Dados do processo relatados pelo Tribunal de Justiça de Goiás.
- 30 diasConvivência presencialPeríodo no Brasil
- 15Visitas técnicasSubsidiaram os relatórios à Justiça
Depois, o casal foi a São Luís de Montes Belos. Uma audiência marcou o início da convivência presencial, e os irmãos saíram da instituição de acolhimento para ficar com os italianos em Goiânia. O período teve 30 dias e incluiu 15 visitas da equipe técnica, que produziu relatórios para subsidiar a decisão judicial. Os quatro precisaram lidar com a adaptação à vida em família e com a barreira linguística.
Quando a adoção foi autorizada
O juiz Ageu de Alencar Miranda, da Vara da Infância e Juventude de São Luís de Montes Belos, autorizou a adoção em 27 de agosto, segundo o g1. O material consultado não informa expressamente o ano da sentença. Na decisão, o magistrado incluiu uma mensagem em italiano dirigida à família.
Com a autorização, os irmãos viajaram para Bari, no sul da Itália, onde passaram a viver com Nicola e Maria. De acordo com o TJ-GO, eles conheceram outros familiares do casal e começaram a frequentar a escola. O acompanhamento previsto para a família prossegue após a mudança.
Foto de capa: Paulo Henrique Rodrigues Ramalho/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

