No primeiro turno, o bairro registrou 28% de ausências; uma escola de Osasco liderou entre os locais de votação do estado.
A 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, na Bela Vista, teve a maior abstenção eleitoral da capital no primeiro turno de 2026, realizado em 4 de outubro. Segundo levantamento publicado pelo g1 em 19 de outubro de 2026, 41.356 dos 147.692 eleitores aptos não compareceram, o equivalente a 28%.
O índice ficou acima dos 22,56% registrados no estado de São Paulo. Entre os locais de votação paulistas, o maior percentual de ausências foi o de uma escola em Osasco, onde mais da metade dos eleitores aptos deixou de votar.
Onde a abstenção foi maior na cidade de São Paulo?
A Bela Vista liderou a abstenção entre as zonas eleitorais da capital, seguida pela 3ª Zona Eleitoral, na Santa Ifigênia. Na Santa Ifigênia, 40.007 dos 143.909 eleitores aptos não foram às urnas, uma taxa de 27,80%, de acordo com o g1.
Percentuais em diferentes recortes geográficos e eleitorais
A Bela Vista também foi a zona da cidade em que Luiz Inácio Lula da Silva obteve seu maior percentual de votos para presidente: 60,58%. Esse resultado considera os votos recebidos pelo candidato; a taxa de abstenção mede a ausência de eleitores aptos e, portanto, é um dado diferente.
Qual cidade e qual local de votação tiveram mais ausências no estado?
Ilha Comprida teve a maior taxa de abstenção entre os municípios paulistas: 32,75%. Foram 4.355 ausências entre 13.297 eleitores aptos, segundo o levantamento publicado pelo g1. Barra do Turvo apareceu em seguida, com 31,56%.
Entre os locais de votação, o maior índice foi registrado no Centro Educacional Municipal de Educação Infantil Alberto Santos Dumont, em Osasco. Dos 405 eleitores aptos a votar ali, 278 não compareceram, uma abstenção de 68,64%. Cidade, zona eleitoral e local de votação são recortes distintos; por isso, cada um tem seu próprio líder em percentual de ausências.
Quanto foi a abstenção eleitoral no Brasil?
A abstenção nacional no primeiro turno de 2026 estava em 21,08%, segundo os dados divulgados pelo g1. O percentual ainda podia mudar com a conclusão da apuração. Na comparação apresentada pelo levantamento, era o maior índice em um primeiro turno presidencial desde 1998, quando a taxa foi de 21,49%.
A série mostra aumento da abstenção a cada eleição presidencial desde 2006. Em 2022, o índice havia sido de 20,95%.
| Primeiro turno presidencial | Abstenção no Brasil |
|---|---|
| 2006 | 16,75% |
| 2010 | 18,12% |
| 2014 | 19,39% |
| 2018 | 20,33% |
| 2022 | 20,95% |
| 2026 | 21,08% — sujeito a alteração |
O que significa abstenção eleitoral?
Abstenção eleitoral é a ausência de uma pessoa apta a votar no dia da eleição. Ela não é a mesma coisa que voto em branco ou nulo: nesses dois casos, o eleitor comparece à urna, mas não registra um voto válido para aquele cargo, conforme a distinção apresentada pelo g1.
Assim, os percentuais de abstenção informam quantos eleitores não foram votar dentro de determinado grupo, como o país, um município ou um local de votação. Eles não indicam, por si só, o motivo das faltas.
Foto de capa: Thomas Hobbs/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

