Bacharela em direito contesta acusação de desacato; PM apresenta outra versão, e Corregedoria apura o caso.
Uma mulher de 32 anos denunciou ter sido agredida por policiais militares durante uma abordagem em 12 de outubro de 2026, na UR-6, no bairro do Ibura, Zona Sul do Recife. A bacharela em direito Andressa Garcia afirma que foi empurrada dentro da casa do pai e bateu na entrada do imóvel. O relato foi divulgado pelo g1 em 20 de outubro de 2026.
A Polícia Militar de Pernambuco contesta a versão dela: diz que a abordagem ocorreu durante a detenção de um homem nas proximidades e que Andressa foi conduzida por desacato. A Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) abriu uma apuração preliminar. Ainda não há conclusão divulgada sobre a denúncia de violência policial.
O que aconteceu na abordagem policial no Recife
Segundo Andressa, policiais a chamaram ao portão da casa do pai por volta das 14h e perguntaram quem morava em um imóvel próximo. Ela relata que os agentes a associaram à venda de drogas, o que nega. A bacharela também afirma não ter parentesco nem ligação com o homem abordado pela PM.
Andressa conta que entrou na casa para telefonar e relatar a situação. De acordo com ela, os policiais a seguiram, empurraram-na e disseram que ela resistia à abordagem. Ela afirma que havia questionado a conduta dos agentes e a entrada deles na residência.
Qual é a versão da Polícia Militar
A PM afirma que agentes do 25º Batalhão faziam rondas quando avistaram um homem que, segundo a corporação, teria ligação com o comércio de drogas na região. Uma consulta apontou um mandado de prisão contra ele, mas os policiais constataram depois que a ordem já havia sido revogada.
A corporação diz que familiares do homem hostilizaram os agentes durante a ocorrência e que Andressa foi levada à delegacia por desacato. A SDS também afirma que ela dirigiu ofensas aos policiais. Andressa nega a relação familiar atribuída a ela e questiona a acusação de desacato.
Como Andressa denunciou a abordagem
Andressa relata que foi conduzida de pijama e algemada à Unidade de Pronto Atendimento de Lagoa Encantada, no Ibura. Depois, foi levada à Delegacia de Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, onde assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).
Datas e informações relatadas sobre a abordagem e a denúncia
- 32 anosIdade de Andressa
- 12 de outubroData da abordagemNo bairro do Ibura
- 14 de outubroDenúncia à Corregedoria
- 25ºBatalhão envolvidoSegundo a Polícia Militar
Ao sair da delegacia, ela procurou o Instituto de Medicina Legal, no Recife, acompanhada de um advogado, para fazer um exame de corpo de delito por causa de escoriações que atribui à abordagem. Em 14 de outubro de 2026, registrou a denúncia contra os policiais na Corregedoria. O material não informa o resultado do exame.
Como está a apuração da denúncia
A Corregedoria da SDS informou que instaurou um procedimento preliminar para verificar o ocorrido e avaliar possíveis consequências administrativas. Segundo a secretaria, a Polícia Militar também determinou a abertura de um procedimento administrativo.
Os procedimentos anunciados não representam uma conclusão sobre a conduta dos agentes ou sobre a acusação feita contra Andressa. As versões apresentadas por ela e pela PM seguem divergentes.
O que é violência policial
Violência policial é o uso excessivo e injustificado da força por agentes de segurança, conforme a definição do material de referência sobre o tema. Uma denúncia de agressão durante uma abordagem pode levantar essa questão, mas o enquadramento do caso depende da apuração dos fatos.
No episódio do Recife, a agressão é relatada por Andressa e contestada pela versão apresentada pelas autoridades. A informação disponível é que a Corregedoria iniciou a verificação da ocorrência.
Foto de capa: Portal da Copa/ME/Wikimedia Commons (CC BY 3.0 br)

