Ex-vereador morreu durante uma ação policial na Avenida Brasil; a origem do tiro fatal ainda é investigada.
Jefferson Dias da Silva, conhecido como Jefferson da Linave, morreu após ser atingido por tiros durante uma ação da Polícia Militar na Avenida Brasil, na altura da Penha, Zona Norte do Rio, na noite de 19 de outubro de 2026. Ele tinha 51 anos e ocupava o cargo de secretário de Desenvolvimento Econômico de Queimados, na Baixada Fluminense.
A Delegacia de Homicídios da Capital investiga as circunstâncias da morte. Vídeos feitos por motoristas mostram policiais atirando na direção do carro de Jefferson, mas, até a publicação das informações pelo g1 em 21 de outubro, não havia confirmação de qual arma disparou o tiro que o matou.
Quem era Jefferson da Linave e qual era seu partido
Jefferson da Linave era empresário e havia cumprido três mandatos de vereador em Queimados. Filiado ao Democracia Cristã, ele também tinha negócios nos setores de transporte e imóveis, segundo o g1.
Sua primeira eleição para a Câmara Municipal ocorreu em 2004, pelo PTB. Foi eleito novamente em 2008 e 2020, mas não conseguiu outro mandato na eleição de 2024. Depois, o prefeito Glauco Kaizer o nomeou para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Jefferson era casado e tinha uma filha.
Como aconteceu a ação policial na Avenida Brasil
A ocorrência começou após policiais do 22º BPM receberem pelo rádio a informação de que um carro branco trafegava em alta velocidade, com uma roda que parecia estar em chamas. Conforme os relatos dos agentes à Polícia Civil, eles localizaram o veículo, tentaram parar o motorista e passaram a acompanhá-lo quando a ordem não foi atendida.
Jefferson dirigia sozinho um BYD e vinha de um compromisso na Barra da Tijuca. Perto da Passarela 14, uma viatura interceptou o carro, que girou na pista e bateu na barreira de proteção. Os policiais disseram que quebraram um vidro para entrar no veículo e encontraram o secretário já sem vida.
Os agentes afirmaram ter ouvido tiros em diferentes momentos e relataram disparos contra o carro. As gravações feitas por outros motoristas mostram ao menos dois policiais atirando em sua direção. A versão apresentada pelos PMs e as imagens fazem parte da investigação; a origem dos tiros que eles dizem ter ouvido ainda não foi estabelecida.
À Polícia Civil, a mulher de Jefferson relatou que ele havia consumido bebida alcoólica em um quiosque na Barra da Tijuca antes de dirigir. Ela também contou que recebeu um telefonema no qual o marido se queixou de pessoas que estariam discutindo com ele, sem que ela entendesse a situação.
Quantos policiais foram afastados
Cinco dos seis policiais que participaram da ocorrência foram afastados, informou a Polícia Militar. A decisão foi determinada pelo governador em exercício do Rio, Ricardo Couto; não foram divulgadas informações sobre a situação do sexto agente.
Entre os afastados, quatro pertencem ao 22º BPM e um ao Batalhão Tático de Motociclistas. Segundo a corporação, quatro policiais reconheceram ter efetuado disparos. A Corregedoria-Geral da PM também abriu uma apuração interna para verificar a atuação das equipes durante a abordagem.
O que ainda falta esclarecer sobre a morte
A investigação ainda precisa identificar de qual arma saiu o disparo que matou Jefferson. Também não havia, até a atualização do g1 em 21 de outubro de 2026, confirmação de que ele estivesse armado nem da origem dos tiros mencionados nos depoimentos dos policiais.
A Polícia Civil ouviu os seis agentes e a mulher do secretário. As armas dos policiais foram recolhidas para exame, houve perícia no local e, segundo o governo estadual, as imagens das câmeras corporais estão sob análise. Jefferson foi sepultado em 20 de outubro de 2026, no Cemitério Municipal de Nova Iguaçu.
Foto de capa: RuhFernandes/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

