Investigação aponta que os suspeitos acreditavam que a vítima havia denunciado o tráfico de drogas no condomínio.
Mãe e filho foram presos em 18 de outubro de 2026, em Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza, sob suspeita de envolvimento na tentativa de homicídio de uma ex-síndica de condomínio. Segundo a investigação, os envolvidos acreditavam que a mulher, de 54 anos, havia denunciado o tráfico de drogas no residencial à polícia.
O ataque ocorreu em 20 de setembro de 2026. A vítima foi baleada, conseguiu escapar e recebeu atendimento médico. A Polícia Civil investiga a participação de outras pessoas no crime.
Por que a ex-síndica foi atacada?
A suspeita de que a ex-síndica tivesse procurado a polícia teria motivado o ataque, de acordo com a investigação relatada pelo g1. Antes do crime, policiais haviam realizado ações de combate ao tráfico no condomínio, e os envolvidos passaram a desconfiar da mulher por ela ter administrado o residencial. Não há confirmação de que ela tenha feito a denúncia.
Segundo a apuração, a vítima foi retirada de seu apartamento e levada para uma área nos fundos da propriedade. Ali, foi interrogada e teve o celular examinado. Ela negou ter denunciado o tráfico.
O que é considerado tentativa de homicídio neste caso?
A investigação trata o ataque como tentativa de homicídio porque, segundo o relato apurado, os envolvidos decidiram matar a ex-síndica, mas ela sobreviveu. A vítima foi levada a uma área de mata próxima ao condomínio e atingida por um disparo.
Conforme as investigações da Delegacia de Pacajus, pelo menos três suspeitos participaram do interrogatório da mulher. Depois, eles fizeram uma chamada de vídeo para Meyriane da Silva Alves, que falou com a vítima e, segundo a apuração, determinou sua morte.
Como a vítima sobreviveu?
A ex-síndica sobreviveu após se fingir de morta quando foi atingida, segundo o g1. Os envolvidos tentaram disparar novamente, mas a arma falhou. Eles deixaram a mulher em um córrego nas proximidades e foram embora.
Depois que o grupo se afastou, ela fugiu e procurou socorro. A mulher foi atendida primeiro em uma unidade de saúde de Pacajus e, em seguida, encaminhada ao Instituto Dr. José Frota, em Fortaleza. Posteriormente, registrou um boletim de ocorrência.
Quem foi preso e o que falta investigar?
Meyriane da Silva Alves, de 43 anos, e o filho, Francisco Davi da Silva Bezerra, de 28, foram presos em Pacajus após a Delegacia de Pacajus solicitar mandados de prisão preventiva. Segundo a investigação, ela é apontada como mandante do ataque, e ele é suspeito de ter participado da ação contra a ex-síndica.
A Polícia Civil continua apurando os detalhes da ocorrência e busca identificar outros possíveis envolvidos. O material divulgado até agora não informa a conclusão da investigação nem apresenta uma decisão judicial sobre a responsabilidade dos suspeitos.
Foto de capa: Porto Neto/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

