Chuva de meteoros formada por fragmentos do cometa Halley pode ser vista a olho nu, mas o brilho da Lua limita a observação.
A chuva de meteoros Orionídeas atinge seu pico na madrugada de 21 de outubro de 2026 e poderá ser observada a olho nu em todo o Brasil. Os riscos de luz são produzidos por partículas deixadas pelo cometa Halley em passagens antigas pelo Sistema Solar, segundo o g1.
Em condições ideais, a chuva pode render 20 ou mais meteoros por hora, de acordo com a Organização Internacional de Meteoros, citada pelo g1. A quantidade vista por cada pessoa, porém, tende a ser menor, sobretudo nas cidades. O brilho da Lua também pode encobrir os meteoros mais fracos.
Qual é o melhor horário para ver as Orionídeas?
O período mais favorável na madrugada de 21 de outubro é aquele entre o pôr da Lua e o começo do clarear do dia. Esse intervalo muda conforme a cidade; os horários aproximados informados pelo g1 são:
Estimativa de observação e características da chuva de meteoros
- 20 ou mais meteoros por horaCondições ideaisEstimativa, não contagem garantida
- 66 quilômetros por segundoVelocidade dos fragmentosAo entrar na atmosfera
- 76 anosÓrbita do HalleyUma volta ao redor do Sol
| Cidade | Período de observação |
|---|---|
| Recife (PE) | 1h20 a 3h43 |
| Fortaleza (CE) | 1h31 a 4h02 |
| Rio de Janeiro (RJ) | 2h09 a 3h57 |
| São Paulo (SP) | 2h24 a 4h10 |
| Porto Alegre (RS) | 2h51 a 4h16 |
No Norte e no Nordeste, as condições são um pouco mais favoráveis: a região do céu associada à chuva aparece mais alta, e o intervalo sem a claridade da Lua tende a ser maior, segundo o g1. Mesmo no horário indicado, a iluminação da cidade pode reduzir o número de meteoros visíveis.
Onde olhar para ver a chuva de meteoros?
Um local escuro, afastado da iluminação artificial e com boa visão do céu oferece melhores condições de observação. Depois da meia-noite, a constelação de Órion, identificada pelas Três Marias, aparece entre o leste e o nordeste e ganha altura com o passar das horas, conforme o g1.
Não é preciso manter os olhos fixos em Órion: os meteoros podem surgir em outras partes do céu. Também não há necessidade de telescópio ou binóculo. Como esses instrumentos enquadram uma área pequena, podem atrapalhar quem tenta acompanhar a chuva.
O que são as Orionídeas?
As Orionídeas são uma chuva de meteoros que ocorre em outubro, quando a Terra atravessa partículas espalhadas pela trajetória do cometa Halley. Ao entrar na atmosfera, esse material produz os traços luminosos que podem ser vistos da superfície, segundo o g1.
O nome da chuva está ligado à constelação de Órion, onde fica a região da qual os meteoros parecem partir. Esse ponto de origem aparente é chamado de radiante; a aparência de que os riscos vêm de um mesmo lugar resulta da perspectiva, conforme o material de referência sobre chuvas de meteoros.
O cometa Halley vai aparecer no céu?
Não. O que poderá ser visto em 21 de outubro são meteoros formados por resíduos do Halley, não o cometa. De acordo com o g1, sua última passagem pela região da Terra ocorreu em 1986, e a próxima é esperada para 2061.
O cometa completa uma volta ao redor do Sol em cerca de 76 anos e deixa partículas ao longo do percurso. A Terra encontra esse material em diferentes épocas: ele dá origem às Orionídeas em outubro e às Eta Aquáridas em maio. Nas Orionídeas, os fragmentos atingem a atmosfera a cerca de 66 quilômetros por segundo; alguns meteoros deixam um rastro luminoso que permanece visível por alguns segundos.
Até quando dura a chuva de meteoros?
As Orionídeas permanecem ativas até o início de novembro, segundo o g1. Depois do pico de outubro, a quantidade de meteoros tende a cair, mas a chuva não termina de uma vez.
A estimativa de 20 ou mais meteoros por hora descreve condições perfeitas de observação, não uma contagem garantida para cada local. O número que uma pessoa conseguirá enxergar depende, entre outros fatores apontados pelo g1, da claridade da Lua e da iluminação ao redor.
Foto de capa: Jim Vajda/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

