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Início › Cidades › Paraná › Como a passarela das Cataratas do Iguaçu resiste à força das cheias
Paraná

Como a passarela das Cataratas do Iguaçu resiste à força das cheias

MateusEscrito por Mateus16/10/2026Tempo de Leitura 3 Mins
Cataratas do Iguaçu
Foto: Mariordo (Mario Roberto Durán Ortiz)/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
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Água passou sobre a estrutura nesta semana; fundações presas à rocha e inspeções ajudam a manter o acesso seguro.

A água do Rio Iguaçu passou sobre a passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na quarta-feira, 14 de outubro. A vazão chegou a 15,8 milhões de litros por segundo, mais de dez vezes a média histórica, segundo o g1.

O acesso leva turistas a um dos principais mirantes das quedas, mas precisa ser fechado durante grandes cheias. A passarela atual foi projetada para enfrentar a correnteza depois que a estrutura anterior acabou levada pela água na década de 1980.

Fundações presas à rocha

A resistência começa abaixo do leito do rio. Vinicius Lorenzi, diretor de engenharia da Fungeo, empresa que executou as fundações, explicou ao g1 que a obra usa estacas instaladas em perfurações feitas na rocha. Armaduras de aço e cimento injetado sob pressão fixam essas estacas, que sustentam a estrutura de concreto.

InfográficoA vazão nas Cataratas

Volumes citados para a cheia, a estrutura e a reabertura do acesso

15,8 milhões de litros por se…
Cheia de 14 de outubroÁgua passou sobre a passarela
  • 1,5 milhão de litros por segundoMédia histórica
  • 8 milhões de litros por segundoLimite para reaberturaA vazão precisa estar abaixo desse valor
  • 15,8 milhões de litros por segundoCheia de 14 de outubro
  • 46 milhões de litros por segundoVazão já enfrentadaVolume de até esse valor
Fonte: g1 e Urbia+CataratasLaranjeira

As fundações recebem o peso da passarela e dos visitantes, além da pressão lateral da água. Segundo Lorenzi, a força da correnteza exige mais da estrutura do que o choque de galhos e troncos carregados pelo rio. A passarela já enfrentou vazões de até 46 milhões de litros por segundo sem que suas vigas e colunas de concreto fossem arrastadas.

SituaçãoVazão do Rio Iguaçu
Média histórica1,5 milhão de litros por segundo
Cheia de 14 de outubro15,8 milhões de litros por segundo
Vazão já enfrentada pela passarelaAté 46 milhões de litros por segundo
Limite para considerar a reaberturaAbaixo de 8 milhões de litros por segundo

Obra exigiu desvio do rio

A construção da passarela atual começou em 1992, após a perda da anterior, inaugurada em 1970. Márcio Marcon, engenheiro que participou da execução do projeto, contou ao g1 que foi necessário afastar temporariamente a água do trecho onde seriam instaladas as fundações.

A primeira tentativa de desvio, perto das quedas, não resistiu a uma cheia. As equipes então mudaram o ponto de contenção para alguns quilômetros das Cataratas. Com o trecho da obra sem água, puderam perfurar a rocha; a passarela foi remontada em 1993.

Inspeções acompanham os pilares

A concessionária Urbia+Cataratas informou ao g1 que mede periodicamente a posição dos pilares. Pequenos dispositivos instalados na passarela permitem detectar movimentações de poucos milímetros ao comparar as medições atuais com as anteriores. Segundo a empresa, não houve deslocamento dos pilares desde que ela iniciou esse acompanhamento.

As avaliações ocorrem anualmente e podem ser feitas com maior frequência após cheias ou caso apareça alguma alteração. Para reabrir o acesso depois de uma cheia, um engenheiro estrutural também vistoria os componentes e emite um laudo sobre as condições da passarela.

Quando o acesso pode voltar

De acordo com a Urbia+Cataratas, a passarela só recebe visitantes novamente quando a vazão cai para menos de 8 milhões de litros por segundo e a vistoria confirma a segurança da estrutura. As grades metálicas de proteção, retiradas preventivamente durante cheias, também precisam ser reinstaladas.

A retirada das grades facilita a passagem da água e reduz a possibilidade de galhos e troncos ficarem presos à estrutura; não indica, por si só, que a passarela sofreu danos. Antes da reabertura, a concessionária acompanha ainda as condições da bacia do Rio Iguaçu e dos reservatórios das hidrelétricas, diante da possibilidade de nova alta da vazão.

Com informações de g1.

Foto de capa: Mariordo (Mario Roberto Durán Ortiz)/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

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