Com o recuo do Rio Tapajós, moradores enfrentam dificuldades para obter água e chegar às comunidades.
A seca afeta quase 25 mil pessoas em comunidades ribeirinhas de Santarém, no Pará, segundo reportagem do g1 publicada em 18 de outubro. A forte estiagem levou a prefeitura a decretar situação de emergência.
O recuo do Rio Tapajós dificulta o acesso à água e mudou a forma de chegar às comunidades: trechos antes percorridos de barco agora precisam ser feitos a pé. Além da seca, os moradores enfrentam queimadas que ameaçam as lavouras.
Água exige longas caminhadas
Uma moradora ouvida pelo g1 caminha por quase 40 minutos para encher vasilhames. Segundo a reportagem, obter água passou a exigir esse esforço há dois meses.
Nível do Tapajós
O Rio Tapajós recuou para 1,67 metro em Santarém e está abaixo da cota de alerta, conforme o g1. A reportagem informa que o volume do rio é quase metade do registrado há um ano e que não há previsão de chuva. A expectativa apontada é de que o rio baixe ainda mais nos próximos dias.
Números relatados pelo g1 sobre os efeitos da estiagem
- quase 25 milPessoas afetadasEm comunidades ribeirinhas
- 1,67 metroNível do TapajósEm Santarém
- quase 40 minutosCaminhada para obter águaRelato de uma moradora
Apoio às comunidades
De acordo com o g1, a prefeitura enviou caminhonetes para apoiar os ribeirinhos. Sem chuva, o fogo também avança sobre a vegetação e ameaça as lavouras das comunidades.
Foto de capa: Mélété/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

