Processo sobre o desaparecimento de três familiares em Cachoeirinha tem três réus e 35 testemunhas indicadas.
A Justiça marcou para 25 de novembro de 2026, às 9h, a primeira audiência do caso da família Aguiar, desaparecida em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Silvana de Aguiar e os pais, Isail e Dalmira, não são vistos desde janeiro de 2026. Os corpos não foram localizados, segundo as informações publicadas pelo g1.
A audiência ocorrerá na 1ª Vara Criminal da Comarca de Cachoeirinha, sob a presidência do juiz Marcio Luciano Rossi Barbieri Homem. Três pessoas são rés no processo. Das 35 testemunhas indicadas, 17 são de acusação e serão as únicas ouvidas nessa primeira sessão, conforme decisão judicial.
A família Aguiar foi encontrada?
Não. Silvana, Isail e Dalmira de Aguiar continuam desaparecidos, e os corpos não haviam sido localizados até a publicação das informações pelo g1 em 28 de outubro de 2026. Os três deixaram de ser vistos após o fim de semana de 24 e 25 de janeiro de 2026, em Cachoeirinha.
| Pessoa desaparecida | Idade | Relação familiar |
|---|---|---|
| Silvana de Aguiar | 48 anos | Filha de Isail e Dalmira |
| Isail de Aguiar | 69 anos | Pai de Silvana |
| Dalmira de Aguiar | 70 anos | Mãe de Silvana |
Quando será a audiência e quem será ouvido?
A primeira audiência está marcada para 25 de novembro de 2026, às 9h, na 1ª Vara Criminal de Cachoeirinha. A Justiça decidiu ouvir nessa sessão apenas as 17 testemunhas de acusação, diante do total de 35 pessoas indicadas para depor no processo.
Data, horário e testemunhas indicadas no processo
- 25 de novembroPrimeira audiência
- 9hHorário de início
- 17Testemunhas de acusaçãoSerão ouvidas na primeira sessão
- 3Réus
Ainda não há data prevista para o depoimento dos réus. Também não foi confirmado se eles acompanharão a audiência presencialmente, segundo o g1.
Quem são os réus do caso?
O policial militar Cristiano Domingues Francisco, sua companheira, Milena Ruppenthal Domingues, e seu irmão, Wagner Domingues Francisco, são os três réus. O Ministério Público os denunciou por participação nas mortes dos familiares e por ações para dificultar a investigação.
Procurado pelo g1, o advogado Ricardo Breier, que defende Cristiano e Wagner, informou que não deveria se manifestar naquele momento. A reportagem também buscava contato com Suellen Lautenschleger, advogada de Milena. Não havia manifestação dela nas informações publicadas.
O que a investigação apontou?
A Polícia Civil apontou Cristiano como principal responsável pelo desaparecimento. De acordo com a investigação, ele teria usado áudios produzidos com inteligência artificial para enganar os pais de Silvana. Essa é uma conclusão da investigação, não uma decisão judicial sobre a responsabilidade dos réus.
O inquérito foi concluído com o indiciamento de seis pessoas, embora a denúncia do Ministério Público citada pelo g1 tenha sido apresentada contra três delas. A ausência dos corpos não impediu a conclusão do inquérito nem o andamento do processo.
O que aconteceu com a família em Cachoeirinha?
Silvana e seus pais desapareceram no fim de semana de 24 e 25 de janeiro de 2026. Desde então, os três não foram mais vistos. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil e chegou à Justiça após a denúncia do Ministério Público.
A advogada Yasmin Antunes, que representa parentes dos desaparecidos, disse ao g1 que a família acompanha o processo. Ela também afirmou que busca a guarda do filho de Silvana para a família materna.
Foto de capa: Aluno cesuca/Wikimedia Commons (Public domain)




