Defesa Civil deslocou 67 moradias desde 4 de outubro; mais de 250 pessoas foram afetadas pela inundação.
Em Itaqui, no Rio Grande do Sul, moradores estão levando suas casas para terrenos fora do alcance da cheia do Rio Uruguai. Chamadas de casas volantes, as construções são puxadas por tratores. Desde 4 de outubro, a Defesa Civil deslocou 67 moradias.
A mudança permite que as famílias permaneçam nas próprias casas enquanto os terrenos de origem estão inundados. Segundo a Defesa Civil, mais de 250 pessoas já foram afetadas pela cheia no município.
Como as casas são transportadas
As moradias são construídas pelos próprios residentes para permitir o deslocamento. Danilo Muniz, coordenador da Defesa Civil de Itaqui, explicou que toras de madeira sob as estruturas servem de apoio para que os tratores possam puxá-las.
Para Maria Rita Silveira, aposentada que vive na cidade há 50 anos e já enfrentou outras inundações, transportar a casa é uma alternativa a ficar em um abrigo coletivo. Assim, ela pode sair da área alagada sem se separar da própria moradia.
Onde as famílias ficam
O município disponibilizou três áreas temporárias para receber as construções. Em uma delas, foram reunidas várias casas removidas de locais atingidos pela água. Nesses espaços, as famílias têm acesso a:
- Energia elétrica;
- Água potável;
- Banheiros químicos.
Situação dos rios
Até o início da noite de quinta-feira (15), o nível do Rio Uruguai estava estável em Itaqui, mas seguia 1,60 metro acima da cota de inundação, segundo a Defesa Civil. Não chovia naquele momento.
Dados informados pela Defesa Civil sobre a inundação e o deslocamento das casas.
- 67Moradias deslocadasDesde 4 de outubro
- Mais de 250Pessoas afetadas
- trêsEspaços temporáriosDisponibilizados pelo município
- 1,60 metroAcima da cotaRio Uruguai na quinta-feira (15)
De acordo com Muniz, a elevação do Rio Ibicuí dificulta a descida das águas do Uruguai na região. Ele afirmou ainda que São Borja continua em situação de inundação e que a água de lá segue em direção a Itaqui.
Com informações de g1.
Foto de capa: Deyvid Setti e Eloy Olindo Setti/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

