César Mincato e Thiago Fiamengui investiram R$ 500 mil no novo negócio, que começou a produzir em 2025.
As enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul levaram César Mincato e Thiago Fiamengui a mudar os planos para o negócio. Com as duas cafeterias fechadas durante a tragédia, os sócios decidiram antecipar um projeto de café gelado em lata.
A dupla deixou o setor de serviços para vender uma bebida própria, produzida desde 2025. Segundo o g1, a empresa, sediada em Porto Alegre, já está em pontos de venda da Região Sul.
Da cafeteria à bebida em lata
Antes de lançar o produto, os empreendedores observaram o consumo de café gelado em mercados da Ásia, dos Estados Unidos e do Oriente Médio. No Brasil, avaliam que ainda precisam apresentar a bebida a um público pouco familiarizado com esse tipo de produto.
A marca oferece duas versões: tradicional e limão-siciliano. O café vem de Cachoeira de Minas, na Serra da Mantiqueira, e foi escolhido com o produtor para chegar ao perfil de sabor pretendido pelos sócios.
Produção e pontos de venda
Em vez do preparo com água quente, a bebida passa por uma extração a frio que dura cerca de 14 horas. De acordo com os empreendedores, esse método resulta em um café menos ácido e amargo, com maior teor de cafeína.
Dados da operação informados pelos empreendedores ao g1.
- cerca de 14 horasExtração a frio
- 3 mil a 4 mil litrosProdução por lote
- até 15 milLatas por vez
- cerca de 100Pontos de vendaNa Região Sul
Os sócios investiram R$ 500 mil para iniciar a operação. A fabricação ocorre em lotes de 3 mil a 4 mil litros, que podem render até 15 mil latas por vez. Segundo o g1, a bebida é vendida em cerca de 100 estabelecimentos da Região Sul.
Faturamento e desafio comercial
O negócio registrou faturamento de R$ 220 mil no início da operação. Para 2026, os empreendedores projetam R$ 900 mil; esse segundo valor é uma expectativa, não um resultado já alcançado.
| Período | Faturamento |
|---|---|
| Início da operação | R$ 220 mil |
| Expectativa para 2026 | R$ 900 mil |
Para César Mincato, o desafio agora é despertar o interesse do consumidor e tornar a marca conhecida. A expansão dependerá da aceitação de uma bebida que, segundo os sócios, ainda ocupa um espaço pouco explorado no mercado brasileiro.
Com informações de g1.
Foto de capa: TimBray/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

